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Ilustração de abertura da história «A Viola do Firmino».

28 de Dezembro

A Viola do Firmino

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

O pai do Joca tem um amigo de quem o Joca muito particularmente gosta. Chama-se Firmino e toca viola.

Da viola do Firmino, dos dedos do Firmino a beliscar as cordas da viola saem as músicas que ele quer. Ou que nós queremos. Que nós pedimos.

- Toca lá esta, ó Firmino - pedem-lhe.

E ele toca.

- Toca lá agora está, ó Firmino - pedem-lhe de seguida.

E ele toca.

O Firmino é muito amigo de fazer vontades e a viola parece-se com o dono em tudo.

Um dia, o Firmino, que tinha de ir dar umas voltas em que a viola era um peso, pediu ao pai do Joca se lha guardava, lá em casa, até ao dia seguinte. Ele depois viria buscá-la.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

- Está descansado, Firmino - disse o pai do Joca. - Cá em casa fica bem guardada.

Foi o que o Joca quis ouvir. Há tanto tempo que ele queria experimentar aquela viola! Quando o pai virou costas, pôs-se a mexer nas cordas da viola como via o Firmino fazer.

Mas a viola, em vez de cantar, como era seu costume, em vez de tocar música catita, queixou-se.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Quanto mais o Joca lhe mexia, mais ela se lamentava. Eram guinchos, gemidos, chorinhos e rangidos de arrepiar.

O pai do Joca veio lá de dentro e zangou-se.

- Quem te autorizou a pegar na viola do Firmino? Não vês que podes estragá-la...

- Estragada já ela está - respondeu o Joca. - Não toca nada que preste.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

O pai, mais compreensivo, disse, então:

- Para que ela toque precisa de boa companhia. Ou julgavas tu que as violas tocavam sozinhas?

Resumindo e concluindo: o Joca anda agora a aprender a tocar viola. Com muito empenho. E o professor já sabem quem é. Não adivinham?

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

António Torrado escreveu. Cristina Malaquias ilustrou.

Ilustração original recuperada para A Viola do Firmino
Ilustração original recuperada

O pai do Joca tem um amigo de quem o Joca muito particularmente gosta. Chama-se Firmino e toca viola.

Da viola do Firmino, dos dedos do Firmino a beliscar as cordas da viola saem as músicas que ele quer. Ou que nós queremos. Que nós pedimos.

- Toca lá esta, ó Firmino - pedem-lhe.

E ele toca.

- Toca lá agora está, ó Firmino - pedem-lhe de seguida.

E ele toca.

O Firmino é muito amigo de fazer vontades e a viola parece-se com o dono em tudo.

Um dia, o Firmino, que tinha de ir dar umas voltas em que a viola era um peso, pediu ao pai do Joca se lha guardava, lá em casa, até ao dia seguinte. Ele depois viria buscá-la.

- Está descansado, Firmino - disse o pai do Joca. - Cá em casa fica bem guardada.

Foi o que o Joca quis ouvir. Há tanto tempo que ele queria experimentar aquela viola! Quando o pai virou costas, pôs-se a mexer nas cordas da viola como via o Firmino fazer.

Mas a viola, em vez de cantar, como era seu costume, em vez de tocar música catita, queixou-se.

Quanto mais o Joca lhe mexia, mais ela se lamentava. Eram guinchos, gemidos, chorinhos e rangidos de arrepiar.

O pai do Joca veio lá de dentro e zangou-se.

- Quem te autorizou a pegar na viola do Firmino? Não vês que podes estragá-la...

- Estragada já ela está - respondeu o Joca. - Não toca nada que preste.

O pai, mais compreensivo, disse, então:

- Para que ela toque precisa de boa companhia. Ou julgavas tu que as violas tocavam sozinhas?

Resumindo e concluindo: o Joca anda agora a aprender a tocar viola. Com muito empenho. E o professor já sabem quem é. Não adivinham?

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Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.

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