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Ilustração de abertura da história «A bola e os seus amigos».

3 de Julho

A bola e os seus amigos

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

Veio uma bola pelo ar

que se pôs a saltitar

por cima deste papel.

Quem foi que lhe deu licença?

Houve um menino que a viu

e que correu a apanhá-la

ela então parou - fugir não fugiu

- e ficou à espera que o menino

com ela brincasse.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

- Deixas que eu salte ao eixo?

- Pois decerto que deixo.

- E posso deitar-me sobre ti?

Não me empurras? Não me foges?

- Podes sim.

Sou bola boa. Redonda.

Não tenhas medo de mim.

Nisto, chegou-se uma menina

que perguntou:

- Esta bola é tua?

- Não sei! - respondeu o menino. - Pergunta-lhe a ela.

Falou então a bola:

- Sou vossa, de vocês dois, mas não me partam ao meio.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Era um perigo pois deixava de ser bola.

Brinquem, brinquem comigo. Não sirvo para outra coisa.

Mão de menino que em mim poisa

é mão de amigo.

Quantas mais mãos, mais amigos;

e eu, então, embora não pareça,

fico tão cheia de ar, de alegria,

que perco a cabeça.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Vieram mais meninos,

e a bola voou do chão,

andou de mão em mão

- é minha, é tua agora! -

saltou, correu, voltejou

e voou desta página para fora.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

António Torrado escreveu. Cristina Malaquias ilustrou.

Ilustração original recuperada para A bola e os seus amigos
Ilustração original recuperada

Veio uma bola pelo ar

que se pôs a saltitar

por cima deste papel.

Quem foi que lhe deu licença?

Houve um menino que a viu

e que correu a apanhá-la

ela então parou - fugir não fugiu

- e ficou à espera que o menino

com ela brincasse.

- Deixas que eu salte ao eixo?

- Pois decerto que deixo.

- E posso deitar-me sobre ti?

Não me empurras? Não me foges?

- Podes sim.

Sou bola boa. Redonda.

Não tenhas medo de mim.

Nisto, chegou-se uma menina

que perguntou:

- Esta bola é tua?

- Não sei! - respondeu o menino. - Pergunta-lhe a ela.

Falou então a bola:

- Sou vossa, de vocês dois, mas não me partam ao meio.

Era um perigo pois deixava de ser bola.

Brinquem, brinquem comigo. Não sirvo para outra coisa.

Mão de menino que em mim poisa

é mão de amigo.

Quantas mais mãos, mais amigos;

e eu, então, embora não pareça,

fico tão cheia de ar, de alegria,

que perco a cabeça.

Vieram mais meninos,

e a bola voou do chão,

andou de mão em mão

- é minha, é tua agora! -

saltou, correu, voltejou

e voou desta página para fora.

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Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.

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Jogos criados a partir do texto recuperado desta história. Não faziam parte do site original.

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