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Ilustração de abertura da história «Recado».

17 de Maio

Recado

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

Veio um balão, no sopro do vento. Trazia um fio pendurado e, na ponta do fio, um papel.

O fio embaraçou-se na rama da pereira do quintal. Parou de viajar o balão. O Flávio, que estava a estudar, levantou os olhos do livro e olhou pela janela. O balão acenou-lhe, num cumprimento leve.

"Alguém que o perdeu", pensou o Flávio.

Ele, que já não era menino de andar de balão preso à mão, mesmo assim foi ver mais de perto. Talvez pensasse em deixar o balão ir outra vez pelo ar... Talvez pensasse em esvaziar o balão e guardá-lo para outra ocasião...

O Flávio desceu ao quintal e trepou à pereira, que já o conhecia de equilibrismos mais antigos. Desembaraçou o fio e ia a largar o balão quando reparou no papel pendurado. E estava escrito. Que dizia ele?

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Em letra aplicada, alguém escrevera:

Olá, amigo.

Se leres este papel, não o deites fora nem o desprendas do balão.

Larga outra vez o balão e deixa-o ir pelo ar, até chegar a outras mãos.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Este balão gosta de viajar e de mostrar que temos amigos em qualquer lugar.

É este o recado que o balão tem para dar, com um abraço de

um Amigo desconhecido

O Flávio libertou o balão e ficou a vê-lo subir, ultrapassar o muro do quintal e, num golpe do vento, mudar de direcção, sabe-se lá para onde.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

No dia seguinte, o Flávio comprou um balão. Para que seria?

António Torrado escreveu. Cristina Malaquias ilustrou.

Ilustração original ainda não recuperada.

Veio um balão, no sopro do vento. Trazia um fio pendurado e, na ponta do fio, um papel.

O fio embaraçou-se na rama da pereira do quintal. Parou de viajar o balão. O Flávio, que estava a estudar, levantou os olhos do livro e olhou pela janela. O balão acenou-lhe, num cumprimento leve.

"Alguém que o perdeu", pensou o Flávio.

Ele, que já não era menino de andar de balão preso à mão, mesmo assim foi ver mais de perto. Talvez pensasse em deixar o balão ir outra vez pelo ar... Talvez pensasse em esvaziar o balão e guardá-lo para outra ocasião...

O Flávio desceu ao quintal e trepou à pereira, que já o conhecia de equilibrismos mais antigos. Desembaraçou o fio e ia a largar o balão quando reparou no papel pendurado. E estava escrito. Que dizia ele?

Em letra aplicada, alguém escrevera:

Olá, amigo.

Se leres este papel, não o deites fora nem o desprendas do balão.

Larga outra vez o balão e deixa-o ir pelo ar, até chegar a outras mãos.

Este balão gosta de viajar e de mostrar que temos amigos em qualquer lugar.

É este o recado que o balão tem para dar, com um abraço de

um Amigo desconhecido

O Flávio libertou o balão e ficou a vê-lo subir, ultrapassar o muro do quintal e, num golpe do vento, mudar de direcção, sabe-se lá para onde.

No dia seguinte, o Flávio comprou um balão. Para que seria?

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Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.

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