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Ilustração de abertura da história «O cão pequenino».

15 de Março

O cão pequenino

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

Ele há cães de muitas raças. Cães de muito pêlo. Cães de pêlo raso. Cães de grandes orelhas caídas. Cães de pequenas orelhas espetadas. Cães enormes. Cães minúsculos.

Pois, há tempos, eu conheci uma senhora que tinha um cão muito pequeno. Tão pequeno, tão pequeno que a dona do cão só com lupa conseguia vê-lo.

- Não me dá despesa nenhuma - dizia a senhora. - Com duas migalhas fica com a barriga cheia.

E as outras senhoras, que tinham cães, todos eles muito maiores, e enormes contas no talho para pagar, deitavam contas à vida e ao preço da carne e dos ossos.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Mas, um dia, a dona do cão perdeu o cão.

- Ó cãozinho!

E o cãozinho, nada.

- Ó cãozinho!

E o cãozinho, nada. Não aparecia.

Então a dona do cão ficou só. Sem cão.

Chorou.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

- Não tenho cão. Não tenho cãozinho. Sou uma infeliz, sem cão nem carinho.

Chorou mais e foi buscar um lenço para se assoar e limpar as lágrimas. Mas o lenço tinha um buraco.

A dona do cão foi coser o buraco. Foi buscar o dedal.

Meteu o dedo no dedal e - vejam só! - estava lá o cão a dormir.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

António Torrado escreveu. Cristina Malaquias ilustrou.

Ilustração original ainda não recuperada.

Ele há cães de muitas raças. Cães de muito pêlo. Cães de pêlo raso. Cães de grandes orelhas caídas. Cães de pequenas orelhas espetadas. Cães enormes. Cães minúsculos.

Pois, há tempos, eu conheci uma senhora que tinha um cão muito pequeno. Tão pequeno, tão pequeno que a dona do cão só com lupa conseguia vê-lo.

- Não me dá despesa nenhuma - dizia a senhora. - Com duas migalhas fica com a barriga cheia.

E as outras senhoras, que tinham cães, todos eles muito maiores, e enormes contas no talho para pagar, deitavam contas à vida e ao preço da carne e dos ossos.

Mas, um dia, a dona do cão perdeu o cão.

- Ó cãozinho!

E o cãozinho, nada.

- Ó cãozinho!

E o cãozinho, nada. Não aparecia.

Então a dona do cão ficou só. Sem cão.

Chorou.

- Não tenho cão. Não tenho cãozinho. Sou uma infeliz, sem cão nem carinho.

Chorou mais e foi buscar um lenço para se assoar e limpar as lágrimas. Mas o lenço tinha um buraco.

A dona do cão foi coser o buraco. Foi buscar o dedal.

Meteu o dedo no dedal e - vejam só! - estava lá o cão a dormir.

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Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.

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Jogos criados a partir do texto recuperado desta história. Não faziam parte do site original.

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Texto extraído das camadas HTML originais recuperadas. Imagens, PDF e áudio Flash são ficheiros locais do arquivo. A narração disponível foi sintetizada em pt-PT a partir do texto recuperado; não é o áudio original.

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