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| O cão pequenino António Torrado Cristina Malaquias | |
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| Ele há cães de muitas raças. Cães de muito pêlo. Cães de pêlo raso. Cães de grandes orelhas caídas. Cães de pequenas orelhas espetadas. Cães enormes. Cães minúsculos.
Pois, há tempos, eu conheci uma senhora que tinha um cão muito pequeno. Tão pequeno, tão pequeno que a dona do cão só com lupa conseguia vê-lo. | |
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| - Não me dá despesa nenhuma - dizia a senhora. - Com duas migalhas fica com a barriga cheia.
E as outras senhoras, que tinham cães, todos eles muito maiores, e enormes contas no talho para pagar, deitavam contas à vida e ao preço da carne e dos ossos. | |
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| Mas, um dia, a dona do cão perdeu o cão.
- Ó cãozinho!
E o cãozinho, nada.
- Ó cãozinho!
E o cãozinho, nada. Não aparecia.
Então a dona do cão ficou só. Sem cão.
Chorou. | |
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