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Ilustração de abertura da história «Os dois feiticeiros».

27 de Fevereiro

Os dois feiticeiros

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

Eram dois feiticeiros. Detestavam-se.

Uma chamava-se Xarabim e o outro chamava-se Zipalam. Ambos fabricavam feitiços e usavam palavras mágicas, daquelas de pôr a arder uma árvore, sem quê nem porquê, só por efeito de um gesto e um bichanar de lábios que acordam labaredas.

Eram os dois muito competentes nas suas magias.

Um dia, tinha de acontecer, um dia, defrontaram-se. Duelo terrível.

Fugiram , à sua volta, pessoas e bichos. Só ficaram os mágicos, um diante do outro.

Xarabim ameaçou:

- Vou transformar-te em sapo. Belg... Zelg... Velg...

À última palavra dita e o Zipalam passou a ser um sapo que metia medo.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Mas o sapo Zipalam falava. Deitou uma enorme língua na direcção do adversário e silvou:

- Vou transformar-te em ratazana. Vong... Bong... Tong...

À última palavra e o Xarabim passou a ser uma ratazana de muito mau aspecto.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Mas a ratazana Xarabim também falava.

Ergueu o focinho, na direcção do inimigo, e bufou:

- Pois eu a ti vou transformar-te num insignificante rato cinzento. Trag... Trig... Trug...

Assim foi. Ficou um ratito, diante de uma ratazana. E o combate podia continuar, sabe-se lá até quando?

Podia continuar, não fosse, nesse momento ter, aparecido a cadela Nina, caçadora de tudo o que corre, rasteja e mexe.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Com total desrespeito pelas artes mágicas, a cadela Nina deu, logo ali, cabo do rato e da ratazana. Para sempre.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

António Torrado escreveu. Cristina Malaquias ilustrou.

Ilustração original ainda não recuperada.

Eram dois feiticeiros. Detestavam-se.

Uma chamava-se Xarabim e o outro chamava-se Zipalam. Ambos fabricavam feitiços e usavam palavras mágicas, daquelas de pôr a arder uma árvore, sem quê nem porquê, só por efeito de um gesto e um bichanar de lábios que acordam labaredas.

Eram os dois muito competentes nas suas magias.

Um dia, tinha de acontecer, um dia, defrontaram-se. Duelo terrível.

Fugiram , à sua volta, pessoas e bichos. Só ficaram os mágicos, um diante do outro.

Xarabim ameaçou:

- Vou transformar-te em sapo. Belg... Zelg... Velg...

À última palavra dita e o Zipalam passou a ser um sapo que metia medo.

Mas o sapo Zipalam falava. Deitou uma enorme língua na direcção do adversário e silvou:

- Vou transformar-te em ratazana. Vong... Bong... Tong...

À última palavra e o Xarabim passou a ser uma ratazana de muito mau aspecto.

Mas a ratazana Xarabim também falava.

Ergueu o focinho, na direcção do inimigo, e bufou:

- Pois eu a ti vou transformar-te num insignificante rato cinzento. Trag... Trig... Trug...

Assim foi. Ficou um ratito, diante de uma ratazana. E o combate podia continuar, sabe-se lá até quando?

Podia continuar, não fosse, nesse momento ter, aparecido a cadela Nina, caçadora de tudo o que corre, rasteja e mexe.

Com total desrespeito pelas artes mágicas, a cadela Nina deu, logo ali, cabo do rato e da ratazana. Para sempre.

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Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.

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