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Ilustração de abertura da história «A galinha avarenta».

26 de Fevereiro

A galinha avarenta

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

Era uma vez uma galinha avarenta . Punha ovos de ouro, mas não os dava a ninguém. Guardava-os para ela. Escondia-os.

Os donos da galinha queixavam-se:

- Esta galinha não paga o que come. Se assim continua, sem pôr ovos, ainda acaba em canja...

Mal eles sabiam do tesouro que a galinha já tinha arrecadado no mato, num sítio que só ela conhecia...

"As outras galinhas que ponham ovos vulgares, de gema e clara. Eu não sou dessas", sentenciava a galinha, muito de si para si.

Os donos ameaçavam-na, de faca na mão:

- Se até amanhã não pões um ovo que se veja, estás condenada.

Ela percebeu a ameaça e pôs um ovo que se visse. Um ovo de prata. Os de ouro eram só para ela.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

- Que magnífica galinha! - exclamaram os donos, quando viram a prenda.

Foi uma vez sem exemplo.

"Dar os meus ovos de ouro a estes matutos não dou", pensava a galinha.

E continuou, secretamente, a pôr ovos de ouro só para ela. Os donos aborreceram-se:

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

- Afinal o raio da galinha não presta para nada. Pôs um ovinho de prata, faz que tempos, e nunca mais... Temos de dar cabo dela.

A galinha ouviu-os e pôs um ovo. De cobre. Achava que aquela gente nem os de prata merecia. Não gostava nada de repartir esta galinha. Era só mais a mim, mais a mim... Uma somítica .

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Os donos viram o ovo de cobre e zangaram-se.

- Esta galinha anda a troçar de nós...

E, no dia seguinte, comeram-na assada com batatas.

O tesouro dos ovos de ouro continua escondido no mato, sem que ninguém o aproveite.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

António Torrado escreveu. Cristina Malaquias ilustrou.

Ilustração original ainda não recuperada.

Era uma vez uma galinha avarenta . Punha ovos de ouro, mas não os dava a ninguém. Guardava-os para ela. Escondia-os.

Os donos da galinha queixavam-se:

- Esta galinha não paga o que come. Se assim continua, sem pôr ovos, ainda acaba em canja...

Mal eles sabiam do tesouro que a galinha já tinha arrecadado no mato, num sítio que só ela conhecia...

"As outras galinhas que ponham ovos vulgares, de gema e clara. Eu não sou dessas", sentenciava a galinha, muito de si para si.

Os donos ameaçavam-na, de faca na mão:

- Se até amanhã não pões um ovo que se veja, estás condenada.

Ela percebeu a ameaça e pôs um ovo que se visse. Um ovo de prata. Os de ouro eram só para ela.

- Que magnífica galinha! - exclamaram os donos, quando viram a prenda.

Foi uma vez sem exemplo.

"Dar os meus ovos de ouro a estes matutos não dou", pensava a galinha.

E continuou, secretamente, a pôr ovos de ouro só para ela. Os donos aborreceram-se:

- Afinal o raio da galinha não presta para nada. Pôs um ovinho de prata, faz que tempos, e nunca mais... Temos de dar cabo dela.

A galinha ouviu-os e pôs um ovo. De cobre. Achava que aquela gente nem os de prata merecia. Não gostava nada de repartir esta galinha. Era só mais a mim, mais a mim... Uma somítica .

Os donos viram o ovo de cobre e zangaram-se.

- Esta galinha anda a troçar de nós...

E, no dia seguinte, comeram-na assada com batatas.

O tesouro dos ovos de ouro continua escondido no mato, sem que ninguém o aproveite.

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Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.

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