22 de Fevereiro
Podia ser Pior
António Torrado escreveu.
Edição ilustrada contemporânea gerada com IA
Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.
Era uma vez um viajante que se perdeu no deserto. Não sei se já andaram no deserto, mas se não andaram, imaginem.
É fácil uma pessoa perder-se no deserto. Não há sinais de trânsito nem setas a apontar. Não há ninguém a quem perguntar o caminho. Nem sequer há caminho.
Só areia, areia, areia, a perder a vista. Uma maçada.
Pois este viajante, que se tinha perdido no deserto, desesperado, pôs-se a gritar:
- Acudam-me, acudam-me, senão eu morro de sede, de fome, de calor...
Um escorpião do deserto condoeu-se da aflição do viajante e disse-lhe:
- Foge senão eu pico-te.
Os escorpiões são venenosos, não sei se sabem.
O homem, ainda mais assustado, correu, à frente do escorpião.
- Segue adiante ou eu mordo-te - gritava-lhe o escorpião de tenazes ameaçadoras, sempre atrás dele. - Agora, inflecte para a esquerda... Agora corta à direita...
O desesperado viajante, a puxar pelas últimas forças, corria a bom correr guiado pelas ordens do escorpião, que não lhe largava a sombra.
Assim chegou a um oásis, com tamareiras e um poço de água fresca. Estava salvo.
Olhou para trás e viu que o escorpião estacara. Devia agradecer-lhe. Em vez disso pegou numa grande pedra e atirou-lha, gritando:
- Maldito escorpião.
Felizmente que o escorpião se desviou a tempo, caso contrário esta história teria um fim bastante desanimador.
António Torrado escreveu. Cristina Malaquias ilustrou.
Ilustração original ainda não recuperada.
Era uma vez um viajante que se perdeu no deserto. Não sei se já andaram no deserto, mas se não andaram, imaginem.
É fácil uma pessoa perder-se no deserto. Não há sinais de trânsito nem setas a apontar. Não há ninguém a quem perguntar o caminho. Nem sequer há caminho.
Só areia, areia, areia, a perder a vista. Uma maçada.
Pois este viajante, que se tinha perdido no deserto, desesperado, pôs-se a gritar:
- Acudam-me, acudam-me, senão eu morro de sede, de fome, de calor...
Um escorpião do deserto condoeu-se da aflição do viajante e disse-lhe:
- Foge senão eu pico-te.
Os escorpiões são venenosos, não sei se sabem.
O homem, ainda mais assustado, correu, à frente do escorpião.
- Segue adiante ou eu mordo-te - gritava-lhe o escorpião de tenazes ameaçadoras, sempre atrás dele. - Agora, inflecte para a esquerda... Agora corta à direita...
O desesperado viajante, a puxar pelas últimas forças, corria a bom correr guiado pelas ordens do escorpião, que não lhe largava a sombra.
Assim chegou a um oásis, com tamareiras e um poço de água fresca. Estava salvo.
Olhou para trás e viu que o escorpião estacara. Devia agradecer-lhe. Em vez disso pegou numa grande pedra e atirou-lha, gritando:
- Maldito escorpião.
Felizmente que o escorpião se desviou a tempo, caso contrário esta história teria um fim bastante desanimador.
Ouvir
Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.
Palavras da história
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Brincar
Jogos criados a partir do texto recuperado desta história. Não faziam parte do site original.
Recuperação
Texto extraído das camadas HTML originais recuperadas. Imagens, PDF e áudio Flash são ficheiros locais do arquivo. A narração disponível foi sintetizada em pt-PT a partir do texto recuperado; não é o áudio original.
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