• Texto original recuperado
  • Ilustração original recuperada
  • PDF recuperado
  • Áudio original em Flash
  • Narração sintetizada
Ilustração de abertura da história «Uma Carica e Tanto».

10 de Janeiro

Uma Carica e Tanto

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

Vou contar-vos, hoje, a história desta carica. Não é uma carica qualquer. Desde que nascera que sabia que estava reservada para altos destinos. Descendia da lata, pois descendia, mas à lata não voltaria.

Amoldada, como milhares das suas irmãs, à boca de uma garrafa, foi à vida com a garrafa a que a juntaram.

Um dia, uma pressão - tche!

E rua, chão... Chão com a carica que já não serve para nada.

Quem disse que já não serve para nada? Agora é que ela ia começar a viver. Que aventura!

Primeiro, foi moeda de troca. "Dou-te uma carica destas. Dá-me duas das outras."

Andou por várias colecções, conheceu muitos bolsos, muitas mãos...

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Sentiu-se moeda de peso, das fortes, das que não se desvalorizam, libra, dobrão de ouro ou mais ainda.

Depois, conheceu o entusiasmo das corridas, na beira dos passeios. Ganhou provas, fez-se notar. Bastava um piparote e lá ia ela, a carica motorizada, a caminho da vitória.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Mas o melhor da festa, o seu dia de glória, foi quando medalhou o peito de um "general" de brincar por casa. Nesse dia, sentiu-se a estrela mais brilhante da constelação das caricas.

Se lhe perguntassem, então:

- Carica, quanto vales?

Ela responderia:

- Tanto ou mais do que peso.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

A minha fortuna está no que sirvo. Entrei em muitas corridas, participei em muitas colecções, viajei muito, conheci imensa gente. Não tenho preço. Fui moeda, peso, monóculo, prato, chávena, pires, taça, medalha, automóvel...

Para ser isto tudo e mais ainda, hás-de concordar que é preciso ter muita lata.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

António Torrado escreveu. Cristina Malaquias ilustrou.

Ilustração original ainda não recuperada.

Vou contar-vos, hoje, a história desta carica. Não é uma carica qualquer. Desde que nascera que sabia que estava reservada para altos destinos. Descendia da lata, pois descendia, mas à lata não voltaria.

Amoldada, como milhares das suas irmãs, à boca de uma garrafa, foi à vida com a garrafa a que a juntaram.

Um dia, uma pressão - tche!

E rua, chão... Chão com a carica que já não serve para nada.

Quem disse que já não serve para nada? Agora é que ela ia começar a viver. Que aventura!

Primeiro, foi moeda de troca. "Dou-te uma carica destas. Dá-me duas das outras."

Andou por várias colecções, conheceu muitos bolsos, muitas mãos...

Sentiu-se moeda de peso, das fortes, das que não se desvalorizam, libra, dobrão de ouro ou mais ainda.

Depois, conheceu o entusiasmo das corridas, na beira dos passeios. Ganhou provas, fez-se notar. Bastava um piparote e lá ia ela, a carica motorizada, a caminho da vitória.

Mas o melhor da festa, o seu dia de glória, foi quando medalhou o peito de um "general" de brincar por casa. Nesse dia, sentiu-se a estrela mais brilhante da constelação das caricas.

Se lhe perguntassem, então:

- Carica, quanto vales?

Ela responderia:

- Tanto ou mais do que peso.

A minha fortuna está no que sirvo. Entrei em muitas corridas, participei em muitas colecções, viajei muito, conheci imensa gente. Não tenho preço. Fui moeda, peso, monóculo, prato, chávena, pires, taça, medalha, automóvel...

Para ser isto tudo e mais ainda, hás-de concordar que é preciso ter muita lata.

Ouvir

Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.

Palavras da história

Voltar ao texto

Brincar

Jogos criados a partir do texto recuperado desta história. Não faziam parte do site original.

Recuperação

Texto extraído das camadas HTML originais recuperadas. Imagens, PDF e áudio Flash são ficheiros locais do arquivo. A narração disponível foi sintetizada em pt-PT a partir do texto recuperado; não é o áudio original.

Página original arquivada
Ver no arquivo
PDF original
Abrir PDF recuperado