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Ilustração de abertura da história «Aprender a Voar».

20 de Novembro

Aprender a Voar

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

Era uma vez um avô e um neto. Ou um neto e um avô. Tanto faz, desde que os dois estejam juntos, no jardim onde fomos encontrá-los.

Dizia o neto, apontando uma teia de aranha:

- Ó avô, porque é que nós não somos capazes de fazer teias?

Respondia o avô:

- Claro que somos capazes.

Repara nas redes de pesca dos pescadores, nas rendas da tua avó, nos tecidos das nossas roupas...

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Mais adiante, dizia o neto, apontando uma libélula:

- Ó avô, porque é que nós não somos capazes de voar?

Respondia o avô:

- Mas claro que somos capazes.

Repara nos helicópteros, nos aviões, nas naves espaciais...

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Pouco depois, dizia o neto, apontando uns peixinhos no lago:

- Ó avô, porque é que nós não somos capazes de nadar debaixo de água?

Respondia o avô:

- Mas claro que somos capazes.

Repara nos mergulhadores, nos escafandristas, nos submarinos...

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Concluiu o neto:

- Afinal, nós somos capazes de tudo, avô.

- Nem tanto assim - atalhou o avô. - Quase conseguimos fabricar teias como as aranhas. Quase conseguimos voar como as libélulas.

Quase conseguimos andar debaixo de água como os peixes. Mas ainda não estamos satisfeitos nem nunca estaremos.

- E os peixes estão.

- Os peixes não querem outra vida. Conheces algum peixe com vontade de fazer teias ou de voar? São o que são e contentam-se.

Com os homens não acontece assim...

- Quer dizer que os bichos nunca mudam de vida. Deve ser chato - concluiu o neto.

- E, que eu saiba, ninguém lhes conta histórias - concluiu o avô.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

António Torrado escreveu. Cristina Malaquias ilustrou.

Ilustração original ainda não recuperada.

Era uma vez um avô e um neto. Ou um neto e um avô. Tanto faz, desde que os dois estejam juntos, no jardim onde fomos encontrá-los.

Dizia o neto, apontando uma teia de aranha:

- Ó avô, porque é que nós não somos capazes de fazer teias?

Respondia o avô:

- Claro que somos capazes.

Repara nas redes de pesca dos pescadores, nas rendas da tua avó, nos tecidos das nossas roupas...

Mais adiante, dizia o neto, apontando uma libélula:

- Ó avô, porque é que nós não somos capazes de voar?

Respondia o avô:

- Mas claro que somos capazes.

Repara nos helicópteros, nos aviões, nas naves espaciais...

Pouco depois, dizia o neto, apontando uns peixinhos no lago:

- Ó avô, porque é que nós não somos capazes de nadar debaixo de água?

Respondia o avô:

- Mas claro que somos capazes.

Repara nos mergulhadores, nos escafandristas, nos submarinos...

Concluiu o neto:

- Afinal, nós somos capazes de tudo, avô.

- Nem tanto assim - atalhou o avô. - Quase conseguimos fabricar teias como as aranhas. Quase conseguimos voar como as libélulas.

Quase conseguimos andar debaixo de água como os peixes. Mas ainda não estamos satisfeitos nem nunca estaremos.

- E os peixes estão.

- Os peixes não querem outra vida. Conheces algum peixe com vontade de fazer teias ou de voar? São o que são e contentam-se.

Com os homens não acontece assim...

- Quer dizer que os bichos nunca mudam de vida. Deve ser chato - concluiu o neto.

- E, que eu saiba, ninguém lhes conta histórias - concluiu o avô.

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Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.

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