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Ilustração de abertura da história «O Pau de Fósforo».

14 de Novembro

O Pau de Fósforo

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

Era uma vez um fósforo, um pau de fósforo - vejam bem que com tão pouco se começa uma história.

O pau de fósforo perdera a cabeça num fogaréu - história antiga, dolorosa, que nem convém lembrar - e estava ali, que nem para palito servia.

- Não presto para nada - suspirava, muito desconsoladamente, o pau de fósforo.

- Quem tal disse! - exclamou um senhor muito optimista, muito optimista, muito optimista.

- Você pode ser aproveitado, como obra de engenharia, para ajudar um carreiro de formigas a vencer um riacho... de formigas, já se vê.

- Que disparate! - contrapôs outro senhor, mas muito pessimista, muito pessimista, muito pessimista. - Passa um pé por perto e salta a ponte de pau e afogam-se as formigas... Uma desgraça!

O pau de fósforo, de cabeça perdida, não sabia por qual se guiar. Pelo optimista? Pelo pessimista? Valia a pena oferecer-se à aventura? Ai, quanto custa decidir!

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Neste entretanto, passou a rasar por ele uma andorinha. Zás, em voo de reconhecimento... Passou outra vez, em sentido contrário e levou-o no bico.

Estava a construir o ninho num beiral de telhado e aquele pauzinho vinha mesmo a calhar, entrelaçado com outros paus e ramos.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Tudo se aproveita, até um pau de fósforo. Que ninguém diga que não serve para nada.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

António Torrado escreveu. Cristina Malaquias ilustrou.

Ilustração original ainda não recuperada.

Era uma vez um fósforo, um pau de fósforo - vejam bem que com tão pouco se começa uma história.

O pau de fósforo perdera a cabeça num fogaréu - história antiga, dolorosa, que nem convém lembrar - e estava ali, que nem para palito servia.

- Não presto para nada - suspirava, muito desconsoladamente, o pau de fósforo.

- Quem tal disse! - exclamou um senhor muito optimista, muito optimista, muito optimista.

- Você pode ser aproveitado, como obra de engenharia, para ajudar um carreiro de formigas a vencer um riacho... de formigas, já se vê.

- Que disparate! - contrapôs outro senhor, mas muito pessimista, muito pessimista, muito pessimista. - Passa um pé por perto e salta a ponte de pau e afogam-se as formigas... Uma desgraça!

O pau de fósforo, de cabeça perdida, não sabia por qual se guiar. Pelo optimista? Pelo pessimista? Valia a pena oferecer-se à aventura? Ai, quanto custa decidir!

Neste entretanto, passou a rasar por ele uma andorinha. Zás, em voo de reconhecimento... Passou outra vez, em sentido contrário e levou-o no bico.

Estava a construir o ninho num beiral de telhado e aquele pauzinho vinha mesmo a calhar, entrelaçado com outros paus e ramos.

Tudo se aproveita, até um pau de fósforo. Que ninguém diga que não serve para nada.

Ouvir

Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.

Palavras da história

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Brincar

Jogos criados a partir do texto recuperado desta história. Não faziam parte do site original.

Recuperação

Dia presente no calendário, mas sem texto HTML extraível no índice recuperado. PDF/assets ficam ligados quando existem. O texto narrativo foi recuperado da página HTML original arquivada. A narração disponível foi sintetizada em pt-PT a partir do texto recuperado; não é o áudio original.

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