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Ilustração de abertura da história «Vantagens da Leitura».

8 de Outubro

Vantagens da Leitura

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

- Mãos no ar - gritou o caçador para a lebre.

- Qual quê! Toca mas é a correr...

- Pára ou eu disparo - voltou a avisar o caçador.

Pois sim! Pernas para que vos quero...

Vai daí, o caçador disparou. Disparou, mas não acertou. Foi a sorte da lebre.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

De moita em moita, rasteirinha, a lebre chegou, quase sem fôlego, à toca da família.

Pânico geral entre os parentes.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

- Não posso acreditar - dizia a bisavó. - Aqui nunca houve caçadores.

- Nem o velho Hipólito os consentia, nos arredores da herdade - acrescentava a avó.

Assim em paz tinham vivido há gerações, mas o que não sabiam era que o dono da herdade já morrera.

Também não sabiam que os filhos do senhor Hipólito, pouco dados à vida do campo, tinham vendido toda aquela imensidão de terra a um clube de caçadores.

- Ninguém nos avisou - protestaram as lebres.

Por sinal que tinham sido avisadas.

Se as lebres soubessem ler, teriam lido no jornal da terra o anúncio da venda. Também um edital, pregado no tronco de um sobreiro, à entrada da herdade, noticiava a mudança de proprietário.

Finalmente, vários letreiros, onde estava escrito TERRENO DE CAÇA, espalhados um pouco por toda a parte, informavam que aquele território deixara de ser seguro para lebres e coelhos.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Foi a partir deste incidente que as lebres decidiram todas aprender a ler. E, já agora, mudar para um sítio mais sossegado.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

António Torrado escreveu. Cristina Malaquias ilustrou.

Ilustração original recuperada para Vantagens da Leitura
Ilustração original recuperada

- Mãos no ar - gritou o caçador para a lebre.

- Qual quê! Toca mas é a correr...

- Pára ou eu disparo - voltou a avisar o caçador.

Pois sim! Pernas para que vos quero...

Vai daí, o caçador disparou. Disparou, mas não acertou. Foi a sorte da lebre.

De moita em moita, rasteirinha, a lebre chegou, quase sem fôlego, à toca da família.

Pânico geral entre os parentes.

- Não posso acreditar - dizia a bisavó. - Aqui nunca houve caçadores.

- Nem o velho Hipólito os consentia, nos arredores da herdade - acrescentava a avó.

Assim em paz tinham vivido há gerações, mas o que não sabiam era que o dono da herdade já morrera.

Também não sabiam que os filhos do senhor Hipólito, pouco dados à vida do campo, tinham vendido toda aquela imensidão de terra a um clube de caçadores.

- Ninguém nos avisou - protestaram as lebres.

Por sinal que tinham sido avisadas.

Se as lebres soubessem ler, teriam lido no jornal da terra o anúncio da venda. Também um edital, pregado no tronco de um sobreiro, à entrada da herdade, noticiava a mudança de proprietário.

Finalmente, vários letreiros, onde estava escrito TERRENO DE CAÇA, espalhados um pouco por toda a parte, informavam que aquele território deixara de ser seguro para lebres e coelhos.

Foi a partir deste incidente que as lebres decidiram todas aprender a ler. E, já agora, mudar para um sítio mais sossegado.

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Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.

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Jogos criados a partir do texto recuperado desta história. Não faziam parte do site original.

Recuperação

Dia presente no calendário, mas sem texto HTML extraível no índice recuperado. PDF/assets ficam ligados quando existem. O texto narrativo foi recuperado da página HTML original arquivada. A narração disponível foi sintetizada em pt-PT a partir do texto recuperado; não é o áudio original.

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