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Ilustração de abertura da história «Era um Castelo...».

24 de Setembro

Era um Castelo...

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

era um novelo

verde amarelo.

De sombras feito,

nas nuvens posto,

o sol toldava...

Mas que mau gosto!

um desmazelo.

verde amarelo.

As arcas cheias

de pó e nada,

na sala, teias

esburacadas.

que fora belo,

verde amarelo.

Lá dentro estava,

desencantada,

mas encantada,

muito amuada,

a dona Aranha,

dantes chamada

Dona Eduarda.

Por quem esperava

Dona Eduarda?

todo em farelo.

verde amarelo.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Nesta toada,

salta o valado

do tal castelo

verde amarelo, de espada larga

branca e doirada,

um cavaleiro

muito aprumado,

Dom Eduardo

de Calatrava...

Por quem esperava

Dona Eduarda?

Ele sobe a escada,

ele abre a porta

da sala feia,

de cima abaixo

toda bordada

de pó e teia,

guerreia a aranha,

golpeia a teia,

rodeia a mesa,

e dá um espirro

com tal braveza,

de tal grandeza,

que o castelo

verde amarelo,

como um farelo,

como um novelo,

de sombras feito,

nas nuvens posto,

cai de fraqueza

e, de surpresa,

descobre o rosto,

o lindo rosto emoldurado

num espelho fosco

da Eduarda

desencantada.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Pronta e acabada

esta toada

que roda, roda,

na tosca roda

o Eduardo, todo composto,

a Eduarda, muito composta,

rodam para a boda

sem Dom nem nada,

que o Dom não cabe

na mala-posta.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

António Torrado escreveu. Ilustrador original por confirmar ilustrou.

Ilustração original ainda não recuperada.

era um novelo

verde amarelo.

De sombras feito,

nas nuvens posto,

o sol toldava...

Mas que mau gosto!

um desmazelo.

verde amarelo.

As arcas cheias

de pó e nada,

na sala, teias

esburacadas.

que fora belo,

verde amarelo.

Lá dentro estava,

desencantada,

mas encantada,

muito amuada,

a dona Aranha,

dantes chamada

Dona Eduarda.

Por quem esperava

Dona Eduarda?

todo em farelo.

verde amarelo.

Nesta toada,

salta o valado

do tal castelo

verde amarelo, de espada larga

branca e doirada,

um cavaleiro

muito aprumado,

Dom Eduardo

de Calatrava...

Por quem esperava

Dona Eduarda?

Ele sobe a escada,

ele abre a porta

da sala feia,

de cima abaixo

toda bordada

de pó e teia,

guerreia a aranha,

golpeia a teia,

rodeia a mesa,

e dá um espirro

com tal braveza,

de tal grandeza,

que o castelo

verde amarelo,

como um farelo,

como um novelo,

de sombras feito,

nas nuvens posto,

cai de fraqueza

e, de surpresa,

descobre o rosto,

o lindo rosto emoldurado

num espelho fosco

da Eduarda

desencantada.

Pronta e acabada

esta toada

que roda, roda,

na tosca roda

o Eduardo, todo composto,

a Eduarda, muito composta,

rodam para a boda

sem Dom nem nada,

que o Dom não cabe

na mala-posta.

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Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.

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Brincar

Jogos criados a partir do texto recuperado desta história. Não faziam parte do site original.

Recuperação

Dia presente no calendário, mas sem texto HTML extraível no índice recuperado. PDF/assets ficam ligados quando existem. Texto recuperado de uma compilação mensal em PDF publicada pelo blogue da biblioteca escolar da EB 2,3 de Jovim (2019-2020), que reproduzia as histórias do site original; não provém do site arquivado. A narração disponível foi sintetizada em pt-PT a partir do texto recuperado; não é o áudio original.

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