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Ilustração de abertura da história «Os Dois uma de Lobos e Raposas».

18 de Setembro

Os Dois uma de Lobos e Raposas

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

–Entre a raposa e o lobo, qual é o mais forte? – já me perguntaram. Mais forte, mais forte é o lobo, mas mais esperta é a raposa.

– E o que vale mais: a esperteza ou a força? – voltaram a perguntar.

Neste ponto, respondo com a história que vão ver e ouvir.

Andava uma raposa à procura de sítio onde fazer uma casa. Achou um terreno ao seu gosto, limpou-o das ervas e foi-se embora.

O lobo, que também andava à cata de terreno onde fazer uma casa, passou por ali, viu a clareira limpa de ervas e juntou madeira para levantar moradia. Depois, foi-se embora.

A raposa, quando voltou e viu a madeira cortada, começou a erguer as paredes. Depois, cansou-se e foi à vida.

No dia seguinte, o lobo, ao ver as paredes da casa levantadas, pregou-lhe o telhado e fez-lhe a mobília.

Quando, por sua vez, veio a raposa e viu a casa pronta, meteu-se lá dentro.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

– Alto lá. Essa casa é minha – disse o lobo, aparecendo.

– Qual quê? Minha é que ela é – replicou a raposa.

Mas, como não estavam para armar zaragata, resolveram lá viver os dois. No entanto, quem menos se resignava com a companhia era o lobo, que, vai não vai, se punha a dizer, em voz de ameaça:

– Se eu quisesse a casa era só minha... Sim, se eu quisesse.

A raposa, que não gostava destes modos, mas não podia competir com a força do lobo, resolveu o caso assim:

Um dia, que andava no mato, encontrou um lobo morto, talvez fugido dos caçadores. A muito custo, arrastou-o para casa.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

– Que aconteceu a esse desgraçado? – quis saber o lobo.

– Matei-o eu – respondeu a raposa.

– A senhora raposa? E como?

– Dizendo umas palavras mágicas para arrumar com os lobos, umas palavras mágicas, que me ensinou a minha avó. Quer saber? Começam assim "Chiri..."

– Cale-se, cale-se! Não diga mais – atalhou o lobo.

– Não quer saber? É assim "Chiribi..."

– Cale-se que me desgraça – gritou o lobo, fugindo a sete pés.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

E nunca mais apareceu lá em casa.

Afinal o que vale mais: a força ou a esperteza?

António Torrado escreveu. Ilustrador original por confirmar ilustrou.

Ilustração original ainda não recuperada.

–Entre a raposa e o lobo, qual é o mais forte? – já me perguntaram. Mais forte, mais forte é o lobo, mas mais esperta é a raposa.

– E o que vale mais: a esperteza ou a força? – voltaram a perguntar.

Neste ponto, respondo com a história que vão ver e ouvir.

Andava uma raposa à procura de sítio onde fazer uma casa. Achou um terreno ao seu gosto, limpou-o das ervas e foi-se embora.

O lobo, que também andava à cata de terreno onde fazer uma casa, passou por ali, viu a clareira limpa de ervas e juntou madeira para levantar moradia. Depois, foi-se embora.

A raposa, quando voltou e viu a madeira cortada, começou a erguer as paredes. Depois, cansou-se e foi à vida.

No dia seguinte, o lobo, ao ver as paredes da casa levantadas, pregou-lhe o telhado e fez-lhe a mobília.

Quando, por sua vez, veio a raposa e viu a casa pronta, meteu-se lá dentro.

– Alto lá. Essa casa é minha – disse o lobo, aparecendo.

– Qual quê? Minha é que ela é – replicou a raposa.

Mas, como não estavam para armar zaragata, resolveram lá viver os dois. No entanto, quem menos se resignava com a companhia era o lobo, que, vai não vai, se punha a dizer, em voz de ameaça:

– Se eu quisesse a casa era só minha... Sim, se eu quisesse.

A raposa, que não gostava destes modos, mas não podia competir com a força do lobo, resolveu o caso assim:

Um dia, que andava no mato, encontrou um lobo morto, talvez fugido dos caçadores. A muito custo, arrastou-o para casa.

– Que aconteceu a esse desgraçado? – quis saber o lobo.

– Matei-o eu – respondeu a raposa.

– A senhora raposa? E como?

– Dizendo umas palavras mágicas para arrumar com os lobos, umas palavras mágicas, que me ensinou a minha avó. Quer saber? Começam assim "Chiri..."

– Cale-se, cale-se! Não diga mais – atalhou o lobo.

– Não quer saber? É assim "Chiribi..."

– Cale-se que me desgraça – gritou o lobo, fugindo a sete pés.

E nunca mais apareceu lá em casa.

Afinal o que vale mais: a força ou a esperteza?

Ouvir

Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.

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Brincar

Jogos criados a partir do texto recuperado desta história. Não faziam parte do site original.

Recuperação

Dia presente no calendário, mas sem texto HTML extraível no índice recuperado. PDF/assets ficam ligados quando existem. Texto recuperado de uma compilação mensal em PDF publicada pelo blogue da biblioteca escolar da EB 2,3 de Jovim (2019-2020), que reproduzia as histórias do site original; não provém do site arquivado. A narração disponível foi sintetizada em pt-PT a partir do texto recuperado; não é o áudio original.

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