• Texto original recuperado
  • Ilustração original recuperada
  • PDF recuperado
  • Áudio original em Flash
  • Narração sintetizada
Ilustração de abertura da história «A Parte do Leão».

16 de Setembro

A Parte do Leão

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

O s animais carniceiros juntaram-se todos e decidiram ir à caça. Quem teve a ideia foi o leão.

Quando tal se soube, correu um ciclone de medo pela floresta.

– O que vai ser de nós? – diziam os bichos ameaçados. – Se cada um por si já é um perigo terrível, o que farão todos juntos?

– Descansem, que a aliança pouco dura – tranquilizou-os uma velha doninha que já tinha vivido muitas histórias e lido muitas fábulas. – Não tarda que volte cada um a caçar por sua própria conta.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Não as tomou uma gazela estarola que sem saber como se viu cercada pelos carnívoros...

– E vai uma! – disse o leão, pondo uma pata sobre o corpo da vítima.

– Vamos partilhá-la, que estou cheio de fome – lembrou o leopardo.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

– Assim se fará e em boa ordem – concordou o leão. – Esta gazela vai ser dividida em quatro partes. Cabe-me a primeira, porque fui eu quem teve a ideia desta caçada em comum.

Os outros animais aprovaram. Prosseguiu o leão.

– Também me cabe a segunda, porque fui eu quem comandou a perseguição e o cerco.

Os outros animais aprovaram, ainda que com alguma relutância. O leão continuou:

– Cabe-me a terceira parte, porque fui o mais ágil em caçá-la, o primeiro que a filou e derrubou.

Os outros já não estavam a gostar nada daquela partilha, mas que remédio tinham senão aprovar... Concluiu o leão:

– A quarta e última parte pertence-me, porque não conheço nenhum bicho com força e coragem suficientes para ma disputar.

E começou a banquetear-se.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Os outros animais, que não estavam dispostos a presenciar, a seco, o almoço do leão, foram-se afastando, um por um, e cada um para sua banda.

– Eu não vos dizia?! – comentava, pouco depois, a doninha. – Quando há um leão na sociedade ou só come ele ou acaba a sociedade.

Realmente, a doninha, apesar de pequena, era uma grande sábia adivinha. Deve ser de ter lido muitas histórias.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

António Torrado escreveu. Ilustrador original por confirmar ilustrou.

Ilustração original ainda não recuperada.

O s animais carniceiros juntaram-se todos e decidiram ir à caça. Quem teve a ideia foi o leão.

Quando tal se soube, correu um ciclone de medo pela floresta.

– O que vai ser de nós? – diziam os bichos ameaçados. – Se cada um por si já é um perigo terrível, o que farão todos juntos?

– Descansem, que a aliança pouco dura – tranquilizou-os uma velha doninha que já tinha vivido muitas histórias e lido muitas fábulas. – Não tarda que volte cada um a caçar por sua própria conta.

Não as tomou uma gazela estarola que sem saber como se viu cercada pelos carnívoros...

– E vai uma! – disse o leão, pondo uma pata sobre o corpo da vítima.

– Vamos partilhá-la, que estou cheio de fome – lembrou o leopardo.

– Assim se fará e em boa ordem – concordou o leão. – Esta gazela vai ser dividida em quatro partes. Cabe-me a primeira, porque fui eu quem teve a ideia desta caçada em comum.

Os outros animais aprovaram. Prosseguiu o leão.

– Também me cabe a segunda, porque fui eu quem comandou a perseguição e o cerco.

Os outros animais aprovaram, ainda que com alguma relutância. O leão continuou:

– Cabe-me a terceira parte, porque fui o mais ágil em caçá-la, o primeiro que a filou e derrubou.

Os outros já não estavam a gostar nada daquela partilha, mas que remédio tinham senão aprovar... Concluiu o leão:

– A quarta e última parte pertence-me, porque não conheço nenhum bicho com força e coragem suficientes para ma disputar.

E começou a banquetear-se.

Os outros animais, que não estavam dispostos a presenciar, a seco, o almoço do leão, foram-se afastando, um por um, e cada um para sua banda.

– Eu não vos dizia?! – comentava, pouco depois, a doninha. – Quando há um leão na sociedade ou só come ele ou acaba a sociedade.

Realmente, a doninha, apesar de pequena, era uma grande sábia adivinha. Deve ser de ter lido muitas histórias.

Ouvir

Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.

Voltar ao texto

Brincar

Jogos criados a partir do texto recuperado desta história. Não faziam parte do site original.

Recuperação

Dia presente no calendário, mas sem texto HTML extraível no índice recuperado. PDF/assets ficam ligados quando existem. Texto recuperado de uma compilação mensal em PDF publicada pelo blogue da biblioteca escolar da EB 2,3 de Jovim (2019-2020), que reproduzia as histórias do site original; não provém do site arquivado. A narração disponível foi sintetizada em pt-PT a partir do texto recuperado; não é o áudio original.

Página original arquivada
Pendente
PDF original
Pendente