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Ilustração de abertura da história «A Tartaruga e a Raposa».

11 de Setembro

A Tartaruga e a Raposa

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

A raposa estava sempre a troçar da tartaruga:

– És tão feia, tão ridícula, tão lenta, tão preguiçosa. Metes-me nojo.

A tartaruga aturava estas falas, sem lhes dar resposta. Andava à sua vida, vagarosa como sempre, embora lá por dentro o coração batucasse muito depressa, sentido e revoltado.

– Pareces uma pedra com pernas. Tens uma cabeça de lagarto. Ninguém seria capaz de imaginar um monstro como tu – dizia-lhe a raposa, passando por ela de raspão.

Tanta calúnia custa a suportar. A paciência também se esgota. Eu, se fosse à tartaruga, repontava.

Até parece que ela me ouviu, porque, um dia, depois de não sei quantas mais provocações da raposa, a tartaruga levantou a cabeça e do rés-do-chão falou assim para a impertinente:

– Eu lutar contigo não luto, mas desafio-te para uma corrida, já que te gabas de ser tão rápida. Aquela que primeiro chegar a casa ganha e acabou-se a conversa.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

O macaco, que era um intrometido e tudo isto ouvira do alto de uma árvore, saltou para o meio das duas e ofereceu-se:

– Eu quero ser o juiz da corrida.

Aceite por ambas, o macaco anunciou:

– Vou dar o sinal de partida. Um... dois... e três!

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Correu a raposa, de focinho afilado, em direcção à toca. Ia cá com uma mecha.

A tartaruga, por sua vez, limitou-se a encolher-se dentro da casca. Nem as patas deixou de fora.

– Ganhou a raposa – gritou o macaco.

Protestos da tartaruga, no cavo abobadado da carapaça:

– Mas eu já estou em casa. A minha casa, como a do caracol, anda sempre comigo.

Os bichos da floresta, que se tinham acercado para assistir à corrida, apoiaram a tartaruga. Pressionado pelo tumulto do público, o árbitro macaco também teve de reconhecer que ela é que tinha razão. E foi proclamada a vencedora.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

A raposa, de emplumada cauda a arrastar a sua humilhação, ela que se considerava a mais inteligente da floresta, calou-se. Até ver...

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

António Torrado escreveu. Ilustrador original por confirmar ilustrou.

Ilustração original ainda não recuperada.

A raposa estava sempre a troçar da tartaruga:

– És tão feia, tão ridícula, tão lenta, tão preguiçosa. Metes-me nojo.

A tartaruga aturava estas falas, sem lhes dar resposta. Andava à sua vida, vagarosa como sempre, embora lá por dentro o coração batucasse muito depressa, sentido e revoltado.

– Pareces uma pedra com pernas. Tens uma cabeça de lagarto. Ninguém seria capaz de imaginar um monstro como tu – dizia-lhe a raposa, passando por ela de raspão.

Tanta calúnia custa a suportar. A paciência também se esgota. Eu, se fosse à tartaruga, repontava.

Até parece que ela me ouviu, porque, um dia, depois de não sei quantas mais provocações da raposa, a tartaruga levantou a cabeça e do rés-do-chão falou assim para a impertinente:

– Eu lutar contigo não luto, mas desafio-te para uma corrida, já que te gabas de ser tão rápida. Aquela que primeiro chegar a casa ganha e acabou-se a conversa.

O macaco, que era um intrometido e tudo isto ouvira do alto de uma árvore, saltou para o meio das duas e ofereceu-se:

– Eu quero ser o juiz da corrida.

Aceite por ambas, o macaco anunciou:

– Vou dar o sinal de partida. Um... dois... e três!

Correu a raposa, de focinho afilado, em direcção à toca. Ia cá com uma mecha.

A tartaruga, por sua vez, limitou-se a encolher-se dentro da casca. Nem as patas deixou de fora.

– Ganhou a raposa – gritou o macaco.

Protestos da tartaruga, no cavo abobadado da carapaça:

– Mas eu já estou em casa. A minha casa, como a do caracol, anda sempre comigo.

Os bichos da floresta, que se tinham acercado para assistir à corrida, apoiaram a tartaruga. Pressionado pelo tumulto do público, o árbitro macaco também teve de reconhecer que ela é que tinha razão. E foi proclamada a vencedora.

A raposa, de emplumada cauda a arrastar a sua humilhação, ela que se considerava a mais inteligente da floresta, calou-se. Até ver...

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Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.

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Brincar

Jogos criados a partir do texto recuperado desta história. Não faziam parte do site original.

Recuperação

Dia presente no calendário, mas sem texto HTML extraível no índice recuperado. PDF/assets ficam ligados quando existem. Texto recuperado de uma compilação mensal em PDF publicada pelo blogue da biblioteca escolar da EB 2,3 de Jovim (2019-2020), que reproduzia as histórias do site original; não provém do site arquivado. A narração disponível foi sintetizada em pt-PT a partir do texto recuperado; não é o áudio original.

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