• Texto original recuperado
  • Ilustração original recuperada
  • PDF recuperado
  • Áudio original em Flash
  • Narração sintetizada
Ilustração de abertura da história «Outra do macaco Umbelino».

6 de Setembro

Outra do macaco Umbelino

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

O macaco Umbelino, que vocês já conhecem, escreveu-me outra vez. Não sei em que país é que ele agora está, que nem reparei no selo do sobrescrito, mas, onde quer que esteja, é um país com telhados e chaminés.

Foi mesmo de tanto olhar para os telhados e chaminés que o Umbelino teve uma ideia:

- Vou trabalhar por conta própria.

Os telhados destes prédios não são para qualquer um. Lá no alto, os homens têm vertigens, mas os macacos não. Vou fazer-me limpa-chaminés.

Arranjou uma corda grossa e muito comprida, uma vassoura com cabo maior que mastro de navio e pôs-se a tocar às campainhas das portas.

- Quem é? - perguntavam.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

- Limpa-chaminés - respondia ele, engrossando a voz.

- Não é preciso - e batiam-lhe com a porta na cara.

Certa vez, ia ele a passar, ouviu esta conversa entre duas porteiras:

- A inquilina do 3º esquerdo é uma esquisita. Desconfio que tem macaquinhos no sótão... - dizia uma delas.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

O macaco Umbelino estacou, deitou contas à vida e resolveu subir ao 3º andar. Truz! Truz!

A porta abriu-se e uma senhora com tranças meio desfeitas, grandes óculos de tartaruga e um ar, realmente, muito esquisito, espreitou.

- Se é para limpar a chaminé, não preciso - disse ela.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

O macaco fez um gesto, como quem diz que por tão pouco não iria incomodá-la, e começou a sua explicação:

- Saiba V. Exª que, no meu ofício, faz-me falta um aprendiz que me ajude a transportar a vassoura, que converse comigo...

- E que tenho eu com isso? - interrompeu a abespinhada senhora.

O macaco prosseguiu:

- Como ouvi ainda agora dizer que V. Exª tinha macaquinhos no sótão, pensei que...

- Atrevido, malcriado - gritou a senhora. - Olhe que eu chamo a Polícia.

Se ela chamou ou não chamou, o macaco Umbelino não conseguiu saber, porque fugiu a tempo.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Sempre quero ver o que ele me contará na próxima carta.

António Torrado escreveu. Cristina Malaquias ilustrou.

Ilustração original recuperada para Outra do macaco Umbelino
Ilustração original recuperada

O macaco Umbelino, que vocês já conhecem, escreveu-me outra vez. Não sei em que país é que ele agora está, que nem reparei no selo do sobrescrito, mas, onde quer que esteja, é um país com telhados e chaminés.

Foi mesmo de tanto olhar para os telhados e chaminés que o Umbelino teve uma ideia:

- Vou trabalhar por conta própria.

Os telhados destes prédios não são para qualquer um. Lá no alto, os homens têm vertigens, mas os macacos não. Vou fazer-me limpa-chaminés.

Arranjou uma corda grossa e muito comprida, uma vassoura com cabo maior que mastro de navio e pôs-se a tocar às campainhas das portas.

- Quem é? - perguntavam.

- Limpa-chaminés - respondia ele, engrossando a voz.

- Não é preciso - e batiam-lhe com a porta na cara.

Certa vez, ia ele a passar, ouviu esta conversa entre duas porteiras:

- A inquilina do 3º esquerdo é uma esquisita. Desconfio que tem macaquinhos no sótão... - dizia uma delas.

O macaco Umbelino estacou, deitou contas à vida e resolveu subir ao 3º andar. Truz! Truz!

A porta abriu-se e uma senhora com tranças meio desfeitas, grandes óculos de tartaruga e um ar, realmente, muito esquisito, espreitou.

- Se é para limpar a chaminé, não preciso - disse ela.

O macaco fez um gesto, como quem diz que por tão pouco não iria incomodá-la, e começou a sua explicação:

- Saiba V. Exª que, no meu ofício, faz-me falta um aprendiz que me ajude a transportar a vassoura, que converse comigo...

- E que tenho eu com isso? - interrompeu a abespinhada senhora.

O macaco prosseguiu:

- Como ouvi ainda agora dizer que V. Exª tinha macaquinhos no sótão, pensei que...

- Atrevido, malcriado - gritou a senhora. - Olhe que eu chamo a Polícia.

Se ela chamou ou não chamou, o macaco Umbelino não conseguiu saber, porque fugiu a tempo.

Sempre quero ver o que ele me contará na próxima carta.

Ouvir

Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.

Voltar ao texto

Brincar

Jogos criados a partir do texto recuperado desta história. Não faziam parte do site original.

Recuperação

Texto extraído das camadas HTML originais recuperadas. Imagens, PDF e áudio Flash são ficheiros locais do arquivo. A narração disponível foi sintetizada em pt-PT a partir do texto recuperado; não é o áudio original.

Página original arquivada
Ver no arquivo
PDF original
Pendente