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Ilustração de abertura da história «Boa ideia, mãe».

4 de Agosto

Boa ideia, mãe

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

Ele era muito distraído. Um cabeça-no-ar. Péssimo para fazer recados. Mas, mesmo assim, a mãe dele insistia:

- Ó Pedro, vai ali, se fazes favor, à mercearia do senhor Cosme e traz-me dois quilos de batatas.

O Pedro ia e voltava a correr com uma batata na mão.

- Então as outras? - perguntava a mãe.

- Já vou buscar, mãe - dizia o Pedro.

Nova corrida e nova batata. Trazia-as uma a uma...

- Ó filho, que trabalheira! Metia-las todas num saco e trazias, de uma só vez.

- Boa ideia, mãe. Para a próxima já sei.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

O recado seguinte tinha a ver com o porco, que tinha ficado em observação no veterinário, por causa de umas vacinas, e que a mãe não tivera ainda tempo de ir buscar. Mandou o filho.

Quando o rapaz regressou sem o bicho, a mãe admirou-se.

- Fui metê-lo num saco e ele não quis - explicou o Pedro.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

- Ó filho, trazia-lo para casa com um cordelinho amarrado pelo pé e tocáva-lo para diante com uma varinha.

- Boa ideia, mãe. Para a próxima já sei.

Pouco depois, a mãe mandou-o à feira para comprar um cântaro. Quando o Pedro chegou a casa trazia só a asa do cântaro, presa a um cordel.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

E ele, muito contente:

- Fiz como a mãe disse.

O que valia ao Pedro cabeça-no-ar é que a mãe tinha muita paciência. Ai dele se não tivesse!

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

António Torrado escreveu. Cristina Malaquias ilustrou.

Ilustração original recuperada para Boa ideia, mãe
Ilustração original recuperada

Ele era muito distraído. Um cabeça-no-ar. Péssimo para fazer recados. Mas, mesmo assim, a mãe dele insistia:

- Ó Pedro, vai ali, se fazes favor, à mercearia do senhor Cosme e traz-me dois quilos de batatas.

O Pedro ia e voltava a correr com uma batata na mão.

- Então as outras? - perguntava a mãe.

- Já vou buscar, mãe - dizia o Pedro.

Nova corrida e nova batata. Trazia-as uma a uma...

- Ó filho, que trabalheira! Metia-las todas num saco e trazias, de uma só vez.

- Boa ideia, mãe. Para a próxima já sei.

O recado seguinte tinha a ver com o porco, que tinha ficado em observação no veterinário, por causa de umas vacinas, e que a mãe não tivera ainda tempo de ir buscar. Mandou o filho.

Quando o rapaz regressou sem o bicho, a mãe admirou-se.

- Fui metê-lo num saco e ele não quis - explicou o Pedro.

- Ó filho, trazia-lo para casa com um cordelinho amarrado pelo pé e tocáva-lo para diante com uma varinha.

- Boa ideia, mãe. Para a próxima já sei.

Pouco depois, a mãe mandou-o à feira para comprar um cântaro. Quando o Pedro chegou a casa trazia só a asa do cântaro, presa a um cordel.

E ele, muito contente:

- Fiz como a mãe disse.

O que valia ao Pedro cabeça-no-ar é que a mãe tinha muita paciência. Ai dele se não tivesse!

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Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.

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