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  • Narração sintetizada
Ilustração de abertura da história «Não Dá Fruto».

19 de Julho

Não Dá Fruto

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

Era uma vez um arbusto, a crescer para árvore. Não era uma árvore de fruto.

Isso é que a desgostava, porque ela tinha um sonho: queria dar. Fossem cerejas, maçãs, laranjas, nozes, limões, fosse o que fosse. Esta arvorezinha tinha o gosto de dar prendas. Mas o quê, se não dispunha de prendas para oferecer?

Parou à beira dela uma vaca.

– Tu que dás? – perguntou a árvore.

– Dou leite – respondeu a vaca.

Depois, parou uma ovelha.

– Tu que dás? – perguntou a árvore.

– Dou lã – respondeu a ovelha.

Depois, parou um porquinho.

– Tu que dás? – perguntou a árvore.

– Dou tudo – respondeu o porco.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Não julguem que dizia isto com ar resignado e triste, a pensar na salgadeira. Dizia até com bastante orgulho. Os porcos sabem que são muito úteis.

– Só eu sou uma inútil – queixava-se a árvore.

A vaca, a ovelha e o porco, sentados a descansar, junto à árvore, não eram da mesma opinião.

– Tu dás imenso e sem regatear a todos os que por ti passam – disse um deles.

A árvore não queria acreditar:

– O que é que eu dou, coitadinha?

– Dás sombra – disseram os três animais, em coro – És fundamental.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Daí para diante, a arvorezinha cresceu mais feliz.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

António Torrado escreveu. Ilustrador original por confirmar ilustrou.

Ilustração original recuperada para Não Dá Fruto
Ilustração original recuperada

Era uma vez um arbusto, a crescer para árvore. Não era uma árvore de fruto.

Isso é que a desgostava, porque ela tinha um sonho: queria dar. Fossem cerejas, maçãs, laranjas, nozes, limões, fosse o que fosse. Esta arvorezinha tinha o gosto de dar prendas. Mas o quê, se não dispunha de prendas para oferecer?

Parou à beira dela uma vaca.

– Tu que dás? – perguntou a árvore.

– Dou leite – respondeu a vaca.

Depois, parou uma ovelha.

– Tu que dás? – perguntou a árvore.

– Dou lã – respondeu a ovelha.

Depois, parou um porquinho.

– Tu que dás? – perguntou a árvore.

– Dou tudo – respondeu o porco.

Não julguem que dizia isto com ar resignado e triste, a pensar na salgadeira. Dizia até com bastante orgulho. Os porcos sabem que são muito úteis.

– Só eu sou uma inútil – queixava-se a árvore.

A vaca, a ovelha e o porco, sentados a descansar, junto à árvore, não eram da mesma opinião.

– Tu dás imenso e sem regatear a todos os que por ti passam – disse um deles.

A árvore não queria acreditar:

– O que é que eu dou, coitadinha?

– Dás sombra – disseram os três animais, em coro – És fundamental.

Daí para diante, a arvorezinha cresceu mais feliz.

Ouvir

Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.

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Brincar

Jogos criados a partir do texto recuperado desta história. Não faziam parte do site original.

Recuperação

Dia presente no calendário, mas sem texto HTML extraível no índice recuperado. PDF/assets ficam ligados quando existem. Texto recuperado de uma compilação mensal em PDF publicada pelo blogue da biblioteca escolar da EB 2,3 de Jovim (2019-2020), que reproduzia as histórias do site original; não provém do site arquivado. A narração disponível foi sintetizada em pt-PT a partir do texto recuperado; não é o áudio original.

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