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Ilustração de abertura da história «O dragão das nove e trinta».

1 de Julho

O dragão das nove e trinta

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

Leva uma rica vida o dragão da minha história. É verde, como dizem que são os dragões, tem escamas que o cobrem de cima a baixo e uma espinha eriçada em dentes de serra, do pescoço ao rabo. Como se vê, é um dragão vulgar.

Agora imaginem-no, como eu imagino, carregado de meninos. Imaginar não custa nada.

Nestes dias de Verão, por volta das nove e trinta, passa pela minha rua, deitando muito fumo pelas ventas, o dragão de que vos falo.

Pára nas paragens dos autocarros e para ele sobem os meninos em férias. Quando estão todos instalados, o dragão buzina alegremente e põe-se a andar.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Não sabiam que os dragões buzinavam? Pois buzinam, mas só quando estão bem-dispostos.

Com o seu carregamento de meninos, o dragão toma o caminho da praia. Corre ao lado do comboio, que também leva o mesmo sentido, e quase sempre chega primeiro.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Na praia, assim que o último menino salta para a areia, o dragão mete-se dentro de água, faz-se pequenino e transforma-se num hipocampo, isto é, num cavalo-marinho, para poder nadar sem chamar a atenção. Perder a banhoca é que nunca!

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ao fim da tarde, volta a crescer e a apresentar-se como um dragão aprumado e responsável, que nunca se esquece de que tem de trazer os meninos de volta para casa.

À noite, trabalha na Feira Popular. Como tem uma bocarra lança-chamas, ocupa-se a assar frangos ou sardinhas.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

E, sempre que pode, vai dar uma voltinha no carrossel. Rica vida!

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

António Torrado escreveu. Cristina Malaquias ilustrou.

Ilustração original recuperada para O dragão das nove e trinta
Ilustração original recuperada

Leva uma rica vida o dragão da minha história. É verde, como dizem que são os dragões, tem escamas que o cobrem de cima a baixo e uma espinha eriçada em dentes de serra, do pescoço ao rabo. Como se vê, é um dragão vulgar.

Agora imaginem-no, como eu imagino, carregado de meninos. Imaginar não custa nada.

Nestes dias de Verão, por volta das nove e trinta, passa pela minha rua, deitando muito fumo pelas ventas, o dragão de que vos falo.

Pára nas paragens dos autocarros e para ele sobem os meninos em férias. Quando estão todos instalados, o dragão buzina alegremente e põe-se a andar.

Não sabiam que os dragões buzinavam? Pois buzinam, mas só quando estão bem-dispostos.

Com o seu carregamento de meninos, o dragão toma o caminho da praia. Corre ao lado do comboio, que também leva o mesmo sentido, e quase sempre chega primeiro.

Na praia, assim que o último menino salta para a areia, o dragão mete-se dentro de água, faz-se pequenino e transforma-se num hipocampo, isto é, num cavalo-marinho, para poder nadar sem chamar a atenção. Perder a banhoca é que nunca!

Ao fim da tarde, volta a crescer e a apresentar-se como um dragão aprumado e responsável, que nunca se esquece de que tem de trazer os meninos de volta para casa.

À noite, trabalha na Feira Popular. Como tem uma bocarra lança-chamas, ocupa-se a assar frangos ou sardinhas.

E, sempre que pode, vai dar uma voltinha no carrossel. Rica vida!

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Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.

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Jogos criados a partir do texto recuperado desta história. Não faziam parte do site original.

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