30 de Junho
Por Bem
António Torrado escreveu.
Edição ilustrada contemporânea gerada com IA
Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.
Uma galinha, um pato, um cão e um burro iam a fugir por uma estrada fora. Corta-lhes a correria um polícia:
– Alto lá, seus fugitivos. Para irem com essa pressa, alguma maroteira fizeram.
Eles protestaram que não, mas o polícia, desconfiado, quis saber pormenores. Então, a galinha explicou:
– Eu ia a fugir, porque ontem ouvi que iam fazer canja, lá em casa.
Ao que o pato acrescentou:
– E depois da canja, pato com arroz...
O cão explicou:
– O meu dono ia mandar-me para o canil.
– E o meu dizia que eu estava velho e ia mandar-me abater – disse o burro.
– Mas comigo ainda podes – disse o polícia, saltando-lhe para os costados.
Presa a cada mão, trazia o pato e a galinha. Salvara-se o cão, que o polícia não teve maneira de prender.
– Toca a andar para a esquadra – comandou o polícia. – Vai tudo preso.
O burro, habituado a obedecer, obedeceu. Mas o cão, que se safara, é que não se conformou. Deu uma valente mordidela numa das patas do burro, que escoiceou. O polícia caiu ao chão e largou a galinha mais o pato.
Correram os bichos. Mal refeito da queda, o polícia não teve forças para persegui-los.
– Desculpa a dentada – disse o cão ao burro, quando se viram a salvo. – Mas foi por bem.
– Não tem importância – respondeu o burro, a mostrar os grandes dentes, num riso de felicidade. – Há coisas que ardem, mas curam.
António Torrado escreveu. Ilustrador original por confirmar ilustrou.
Uma galinha, um pato, um cão e um burro iam a fugir por uma estrada fora. Corta-lhes a correria um polícia:
– Alto lá, seus fugitivos. Para irem com essa pressa, alguma maroteira fizeram.
Eles protestaram que não, mas o polícia, desconfiado, quis saber pormenores. Então, a galinha explicou:
– Eu ia a fugir, porque ontem ouvi que iam fazer canja, lá em casa.
Ao que o pato acrescentou:
– E depois da canja, pato com arroz...
O cão explicou:
– O meu dono ia mandar-me para o canil.
– E o meu dizia que eu estava velho e ia mandar-me abater – disse o burro.
– Mas comigo ainda podes – disse o polícia, saltando-lhe para os costados.
Presa a cada mão, trazia o pato e a galinha. Salvara-se o cão, que o polícia não teve maneira de prender.
– Toca a andar para a esquadra – comandou o polícia. – Vai tudo preso.
O burro, habituado a obedecer, obedeceu. Mas o cão, que se safara, é que não se conformou. Deu uma valente mordidela numa das patas do burro, que escoiceou. O polícia caiu ao chão e largou a galinha mais o pato.
Correram os bichos. Mal refeito da queda, o polícia não teve forças para persegui-los.
– Desculpa a dentada – disse o cão ao burro, quando se viram a salvo. – Mas foi por bem.
– Não tem importância – respondeu o burro, a mostrar os grandes dentes, num riso de felicidade. – Há coisas que ardem, mas curam.
Imagens recuperadas
Ouvir
Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.
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Brincar
Jogos criados a partir do texto recuperado desta história. Não faziam parte do site original.
Recuperação
Dia presente no calendário, mas sem texto HTML extraível no índice recuperado. PDF/assets ficam ligados quando existem. Texto recuperado de uma compilação mensal em PDF publicada pelo blogue da biblioteca escolar da EB 2,3 de Jovim (2019-2020), que reproduzia as histórias do site original; não provém do site arquivado. A narração disponível foi sintetizada em pt-PT a partir do texto recuperado; não é o áudio original.
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