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  • Narração sintetizada
Ilustração de abertura da história «O Bom Gigante».

27 de Junho

O Bom Gigante

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

Era uma vez um gigante que não gostava de ser gigante.

– Chamo muito a atenção – queixava-se ele. – Para onde quer que vá, todos, de longe, apontam o dedo para mim "Lá vai o gigante!" E assustam-se. E abusam do meu nome e pessoa, metendo medo aos meninos: "Se não comes a sopa, chamo o gigante". E espalham disparates a meu respeito, dizendo que eu como gente, sou mau e outras calúnias que tais. Não aturo isto.

Pôs-se a andar de joelhos, a ver se não davam tanto por ele. Qual quê! Um gigante de joelhos, quer se queira quer não, é sempre um gigante, ainda que de joelhos.

Deixou de aparecer. Fechou-se no seu palácio de gigante e nunca mais pôs um pé fora de casa. Mas um gigante escondido, que de um momento para o outro pode aparecer, aterroriza ainda mais a vizinhança do que se andasse sempre na rua.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

– Vou mudar de terra – decidiu o desgostado gigante.

Andou por vários reinos, sempre precedido pela sua fama.

– Vem aí o gigante – gritavam.

E todos fugiam.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Até que foi ter a uma terra de gigantes. De gigantões. Todos muito maiores do que ele.

– Aqui é que me convém ficar a viver – disse o gigante. – Ninguém vai reparar em mim.

Por acaso reparavam. Chamavam-no, nessa terra, de gigantões matulões, chamavam ao gigante desta história de "pitorro", "badameco", "homenzinho", "pigmeu"... Mas ele, que tinha muito bom feitio, não se importava.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

António Torrado escreveu. Ilustrador original por confirmar ilustrou.

Ilustração original recuperada para O Bom Gigante
Ilustração original recuperada

Era uma vez um gigante que não gostava de ser gigante.

– Chamo muito a atenção – queixava-se ele. – Para onde quer que vá, todos, de longe, apontam o dedo para mim "Lá vai o gigante!" E assustam-se. E abusam do meu nome e pessoa, metendo medo aos meninos: "Se não comes a sopa, chamo o gigante". E espalham disparates a meu respeito, dizendo que eu como gente, sou mau e outras calúnias que tais. Não aturo isto.

Pôs-se a andar de joelhos, a ver se não davam tanto por ele. Qual quê! Um gigante de joelhos, quer se queira quer não, é sempre um gigante, ainda que de joelhos.

Deixou de aparecer. Fechou-se no seu palácio de gigante e nunca mais pôs um pé fora de casa. Mas um gigante escondido, que de um momento para o outro pode aparecer, aterroriza ainda mais a vizinhança do que se andasse sempre na rua.

– Vou mudar de terra – decidiu o desgostado gigante.

Andou por vários reinos, sempre precedido pela sua fama.

– Vem aí o gigante – gritavam.

E todos fugiam.

Até que foi ter a uma terra de gigantes. De gigantões. Todos muito maiores do que ele.

– Aqui é que me convém ficar a viver – disse o gigante. – Ninguém vai reparar em mim.

Por acaso reparavam. Chamavam-no, nessa terra, de gigantões matulões, chamavam ao gigante desta história de "pitorro", "badameco", "homenzinho", "pigmeu"... Mas ele, que tinha muito bom feitio, não se importava.

Ouvir

Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.

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Brincar

Jogos criados a partir do texto recuperado desta história. Não faziam parte do site original.

Recuperação

Dia presente no calendário, mas sem texto HTML extraível no índice recuperado. PDF/assets ficam ligados quando existem. Texto recuperado de uma compilação mensal em PDF publicada pelo blogue da biblioteca escolar da EB 2,3 de Jovim (2019-2020), que reproduzia as histórias do site original; não provém do site arquivado. A narração disponível foi sintetizada em pt-PT a partir do texto recuperado; não é o áudio original.

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