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Ilustração de abertura da história «Um A no peito».

15 de Junho

Um A no peito

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

Era uma vez uma T-shirt com um A impresso no peito. Ou melhor: era uma vez um rapazinho com uma T-shirt, que tinha um A impresso no peito. Um A grande. Muito bem desenhado. Com dois traços assim, a descer, cada qual para seu lado, e outro assim, a cortá-los, na horizontal. Claro que todos sabem como é que se escreve um A.

Mas deixem-me também a mim provar que sei...

Perguntavam ao menino, o tal da T-shirt com um A impresso no peito:

- Como é te chamas? António?

- Não.

- Alberto?

- Não.

- Álvaro?

- Não.

- Ah! Pois claro.

Chamas-te André!

- Não.

- Agostinho?

- Não.

- Almiro?

- Não.

- Alfredo?

- Não.

- Alípio?

- Não.

- Albano?

- Não.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

- Não é possível! Então como é que tu te chamas?

- Timóteo.

- Timóteo? Mas não tem A. Espera: estás a usar uma T-shirt emprestada?

- Não.

- Nesse caso o A é nome de família... Chamas-te Timóteo Alves? Almeida? Amorim? Andrade? Antunes?

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Não havia meio de acertar.

Só então é que a T-shirt se explicou:

- Não gosto que me tratem por T-shirt. Chamo-me Camisola de Manga Curta e de Algodão. O A de algodão é nome de família.

Foi a partir desta altura que as outras peças de roupa passaram a exigir, bem assinaladas, as respectivas letras iniciais do apelido.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

L de lã para as meias. S de seda para as blusas. F de feltro para as calças.

E se não fizermos a vontade, a roupa já disse que deixa de nos servir.

Que transtorno, ehm!? Principalmente no Inverno...

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

António Torrado escreveu. Cristina Malaquias ilustrou.

Ilustração original recuperada para Um A no peito
Ilustração original recuperada

Era uma vez uma T-shirt com um A impresso no peito. Ou melhor: era uma vez um rapazinho com uma T-shirt, que tinha um A impresso no peito. Um A grande. Muito bem desenhado. Com dois traços assim, a descer, cada qual para seu lado, e outro assim, a cortá-los, na horizontal. Claro que todos sabem como é que se escreve um A.

Mas deixem-me também a mim provar que sei...

Perguntavam ao menino, o tal da T-shirt com um A impresso no peito:

- Como é te chamas? António?

- Não.

- Alberto?

- Não.

- Álvaro?

- Não.

- Ah! Pois claro.

Chamas-te André!

- Não.

- Agostinho?

- Não.

- Almiro?

- Não.

- Alfredo?

- Não.

- Alípio?

- Não.

- Albano?

- Não.

- Não é possível! Então como é que tu te chamas?

- Timóteo.

- Timóteo? Mas não tem A. Espera: estás a usar uma T-shirt emprestada?

- Não.

- Nesse caso o A é nome de família... Chamas-te Timóteo Alves? Almeida? Amorim? Andrade? Antunes?

Não havia meio de acertar.

Só então é que a T-shirt se explicou:

- Não gosto que me tratem por T-shirt. Chamo-me Camisola de Manga Curta e de Algodão. O A de algodão é nome de família.

Foi a partir desta altura que as outras peças de roupa passaram a exigir, bem assinaladas, as respectivas letras iniciais do apelido.

L de lã para as meias. S de seda para as blusas. F de feltro para as calças.

E se não fizermos a vontade, a roupa já disse que deixa de nos servir.

Que transtorno, ehm!? Principalmente no Inverno...

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Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.

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Jogos criados a partir do texto recuperado desta história. Não faziam parte do site original.

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