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Ilustração de abertura da história «Laura e o Papagaio».

12 de Junho

Laura e o Papagaio

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

O que eu vou contar, li no jornal. Era uma notícia. Passa a ser uma história.

Um senhora, chamada Laura, tinha uma sapataria. Para atrair a clientela, trouxera de casa um papagaio exótico e multicolor, uma raridade em forma de papagaio.

Uma vez, a loja foi assaltada. O ladrão, entre outros valores, levou-lhe o papagaio, a atracção da loja, por assim dizer o emblema vivo da sapataria.

A senhora Laura ficou desolada.

– Podiam ter-me roubado tudo, menos o papagaio – lamentava-se ela a toda a gente.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Na cidade onde isto se passou, o caso foi comentado. Aconteceu que uns garotos, que andavam pelos arredores, a apanhar caracóis, ouviram, vindo de um casebre isolado, uma vozinha inconfundível gritar:

– Laura! Laura! Laura!

Foram fazer queixa à esquadra. Vieram uma quantidade de polícias, que cercaram a casa, e atrás deles a dona da loja. Quando entraram no casebre e viram o papagaio, deram logo ordem de prisão ao vagabundo, que lá vivia.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ele tentou desculpar-se, dizendo que tinha encontrado o papagaio, empoleirado numa vedação, mas as botas impecavelmente novas que o homem ostentava não deixaram margem para dúvidas.

Quando a senhora da sapataria, de olhos lacrimejantes, entrou, por sua vez, na casa do ladrão, o papagaio exclamou:

– Laura, Laura, até que enfim.

A história acaba bem, menos para o ladrão.

Comentário de um dos polícias que participou na captura: "Quem rouba um papagaio que fala, o melhor é ensiná-lo a calar-se..."

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

António Torrado escreveu. Ilustrador original por confirmar ilustrou.

Ilustração original ainda não recuperada.

O que eu vou contar, li no jornal. Era uma notícia. Passa a ser uma história.

Um senhora, chamada Laura, tinha uma sapataria. Para atrair a clientela, trouxera de casa um papagaio exótico e multicolor, uma raridade em forma de papagaio.

Uma vez, a loja foi assaltada. O ladrão, entre outros valores, levou-lhe o papagaio, a atracção da loja, por assim dizer o emblema vivo da sapataria.

A senhora Laura ficou desolada.

– Podiam ter-me roubado tudo, menos o papagaio – lamentava-se ela a toda a gente.

Na cidade onde isto se passou, o caso foi comentado. Aconteceu que uns garotos, que andavam pelos arredores, a apanhar caracóis, ouviram, vindo de um casebre isolado, uma vozinha inconfundível gritar:

– Laura! Laura! Laura!

Foram fazer queixa à esquadra. Vieram uma quantidade de polícias, que cercaram a casa, e atrás deles a dona da loja. Quando entraram no casebre e viram o papagaio, deram logo ordem de prisão ao vagabundo, que lá vivia.

Ele tentou desculpar-se, dizendo que tinha encontrado o papagaio, empoleirado numa vedação, mas as botas impecavelmente novas que o homem ostentava não deixaram margem para dúvidas.

Quando a senhora da sapataria, de olhos lacrimejantes, entrou, por sua vez, na casa do ladrão, o papagaio exclamou:

– Laura, Laura, até que enfim.

A história acaba bem, menos para o ladrão.

Comentário de um dos polícias que participou na captura: "Quem rouba um papagaio que fala, o melhor é ensiná-lo a calar-se..."

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Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.

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Brincar

Jogos criados a partir do texto recuperado desta história. Não faziam parte do site original.

Recuperação

Dia presente no calendário, mas sem texto HTML extraível no índice recuperado. PDF/assets ficam ligados quando existem. Texto recuperado de uma compilação mensal em PDF publicada pelo blogue da biblioteca escolar da EB 2,3 de Jovim (2019-2020), que reproduzia as histórias do site original; não provém do site arquivado. A narração disponível foi sintetizada em pt-PT a partir do texto recuperado; não é o áudio original.

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