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Ilustração de abertura da história «Lili, Lulu e mais amigas».

16 de Maio

Lili, Lulu e mais amigas

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

A Lili e a Lulu eram amigas. Meninas a crescer para Lídia e para Lúcia moravam no mesmo prédio, por sinal porta com porta, no mesmo patamar.

Um dia, os vizinhos de cima mudaram-se.

Quem vem para o segundo esquerdo, quem não vem?

Veio uma família da qual fazia parte uma menina pela mesma idade da Lili e da Lulu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Era a Laura.

Entrou também nas brincadeiras das vizinhas de baixo e passou a dar pelo nome de Lalá.

Lalá, Lili e Lulu sabiam pouco do alfabeto, porque ainda não andavam na escola, mas mesmo assim sentiam que faltava alguém para o bando da boa vizinhança ficar completo.

Ia ser difícil.

No prédio não vagava nenhum andar. Nos prédios perto também não.

Lalá, Lili e Lulu já estavam conformadas. Eram as três muito amigas e por aí se ficariam. Mas vai que o casal do segundo direito recebeu a visita de uma neta, que vinha de Espanha e ficou a viver com os avós. Chamava-se Lénia. Passou a chamar-se Lelé.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Lalá, Lelé, Lili e Lulu, quatro vizinhas amigas, procuravam em vão uma Loló que completasse o grupo. Não havia mais.

Até que chegou a idade de as quatro meninas irem para a escola.

- Lá é que vamos conhecer uma Loló - lembrou uma delas, não sei se a Lalá, a Lelé, a Lili ou a Lulu.

Não conheceram. Havia uma Nonô, de Leonor. Uma Teté, de Teresa.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Uma Mimi, de Emília. Loló é que não havia nenhuma.

Que pena!

Que pena, porque fica a história incompleta e o grupo também.

Não fica que eu não deixo, tanto mais que moro no mesmo prédio e tenho acompanhado desde o princípio esta história tão simpática.

Não julguem que passei a chamar-me de Loló.

Já sou uma pessoa crescida e o nome de Loló não dá muito comigo.

Então?

Conto já.

Deu-se o caso de uma amiga minha, que tem muitos gatos, me oferecer uma gatinha reboluda , de olhos azuis, muito espertos.

- Como é que se chama? - perguntaram-me ou a Lalá ou a Lelé ou a Lili ou a Lulu, quando lhes apresentei a minha nova companhia de quatro patas.

- Como é doida por pão-de-ló, vai chamar-se Loló - respondi.

Foi uma festa. Tem sido uma festa cá na escada. Eu já nem sei se sou eu o dono da gatinha ou as quatro meninas minhas vizinhas.

Mas não podia acabar melhor a história que começou com uma Lili e uma Lulu e termina com a Lalá, a Lelé, a Lili, a Loló e a Lulu numa grande brincadeira.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

António Torrado escreveu. Cristina Malaquias ilustrou.

Ilustração original ainda não recuperada.

A Lili e a Lulu eram amigas. Meninas a crescer para Lídia e para Lúcia moravam no mesmo prédio, por sinal porta com porta, no mesmo patamar.

Um dia, os vizinhos de cima mudaram-se.

Quem vem para o segundo esquerdo, quem não vem?

Veio uma família da qual fazia parte uma menina pela mesma idade da Lili e da Lulu.

Era a Laura.

Entrou também nas brincadeiras das vizinhas de baixo e passou a dar pelo nome de Lalá.

Lalá, Lili e Lulu sabiam pouco do alfabeto, porque ainda não andavam na escola, mas mesmo assim sentiam que faltava alguém para o bando da boa vizinhança ficar completo.

Ia ser difícil.

No prédio não vagava nenhum andar. Nos prédios perto também não.

Lalá, Lili e Lulu já estavam conformadas. Eram as três muito amigas e por aí se ficariam. Mas vai que o casal do segundo direito recebeu a visita de uma neta, que vinha de Espanha e ficou a viver com os avós. Chamava-se Lénia. Passou a chamar-se Lelé.

Lalá, Lelé, Lili e Lulu, quatro vizinhas amigas, procuravam em vão uma Loló que completasse o grupo. Não havia mais.

Até que chegou a idade de as quatro meninas irem para a escola.

- Lá é que vamos conhecer uma Loló - lembrou uma delas, não sei se a Lalá, a Lelé, a Lili ou a Lulu.

Não conheceram. Havia uma Nonô, de Leonor. Uma Teté, de Teresa.

Uma Mimi, de Emília. Loló é que não havia nenhuma.

Que pena!

Que pena, porque fica a história incompleta e o grupo também.

Não fica que eu não deixo, tanto mais que moro no mesmo prédio e tenho acompanhado desde o princípio esta história tão simpática.

Não julguem que passei a chamar-me de Loló.

Já sou uma pessoa crescida e o nome de Loló não dá muito comigo.

Então?

Conto já.

Deu-se o caso de uma amiga minha, que tem muitos gatos, me oferecer uma gatinha reboluda , de olhos azuis, muito espertos.

- Como é que se chama? - perguntaram-me ou a Lalá ou a Lelé ou a Lili ou a Lulu, quando lhes apresentei a minha nova companhia de quatro patas.

- Como é doida por pão-de-ló, vai chamar-se Loló - respondi.

Foi uma festa. Tem sido uma festa cá na escada. Eu já nem sei se sou eu o dono da gatinha ou as quatro meninas minhas vizinhas.

Mas não podia acabar melhor a história que começou com uma Lili e uma Lulu e termina com a Lalá, a Lelé, a Lili, a Loló e a Lulu numa grande brincadeira.

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Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.

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