• Texto original recuperado
  • Ilustração original recuperada
  • PDF recuperado
  • Áudio original em Flash
  • Narração sintetizada
Ilustração de abertura da história «A joaninha cansada».

7 de Maio

A joaninha cansada

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

Era uma vez uma joaninha. Pintas pretas sobre fundo encarnado, conhecem o género, não conhecem?

Bem. Como ia contando: era uma vez uma joaninha... O que ela se enfastiava quando uma menina qualquer a prendia entre os dedos, para lhe soprar a lengalenga do costume: "Joaninha voa, voa, que o teu pai está em Lisboa".

Largada, depois, ares fora, a nossa joaninha refilava:

- Mas qual pai? Mas qual Lisboa?

O pai dela, coitado, morrera há tempos, e a cidade de Lisboa não estava nos seus projectos de viagem. Que mania!

Por isso a joaninha resolveu mascarar-se de escaravelho. Vestiu um pijama às riscas e pronto.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ninguém diz: "Escaravelho voa, voa, que o teu pai está em Lisboa". Não dá jeito.

Com o que ela não contava era com o Dr. Bisnaga, cientista estudioso de escaravelhos e do grande dano que eles causam à fruta e às batatas. Pois o Dr. Bisnaga viu aquele exemplar um tanto fantasista, ainda não classificado entre as suas variedades, e zás!

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Agarrou-o com uma pinça, meteu-o num frasquinho e ala com ele para o seu laboratório, em Lisboa.

Depois classificou-o. Deu-lhe um nome, por sinal o seu, "Escaravelho Bisnaguense", visto que se sentia o descobridor e, até certo ponto, o pai daquela preciosidade.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Por fim, tirou-lhe o retrato, para um grande álbum de escaravelhos que estava a preparar, e foi à vida, à sua vida de incansável investigador de escaravelhos.

Ficaria a pobre joaninha condenada a prisão perpétua, não se tivesse desfeito, a tempo, do pijama às riscas.

- Uma vulgar joaninha no meu laboratório?

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

- alarmou-se o sábio. - Fora daqui.

E atirou-a pela janela...

A joaninha saltou e, atarantada, esvoaçou sobre a fumarada da cidade. Depois, mais decidida, voou desta história para fora. Uf! Chega de aventuras.

Se a virem por aí, deixem-na viver sossegada o seu próprio destino de joaninha sem nome. Ela agradece.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

António Torrado escreveu. Cristina Malaquias ilustrou.

Ilustração original recuperada para A joaninha cansada
Ilustração original recuperada

Era uma vez uma joaninha. Pintas pretas sobre fundo encarnado, conhecem o género, não conhecem?

Bem. Como ia contando: era uma vez uma joaninha... O que ela se enfastiava quando uma menina qualquer a prendia entre os dedos, para lhe soprar a lengalenga do costume: "Joaninha voa, voa, que o teu pai está em Lisboa".

Largada, depois, ares fora, a nossa joaninha refilava:

- Mas qual pai? Mas qual Lisboa?

O pai dela, coitado, morrera há tempos, e a cidade de Lisboa não estava nos seus projectos de viagem. Que mania!

Por isso a joaninha resolveu mascarar-se de escaravelho. Vestiu um pijama às riscas e pronto.

Ninguém diz: "Escaravelho voa, voa, que o teu pai está em Lisboa". Não dá jeito.

Com o que ela não contava era com o Dr. Bisnaga, cientista estudioso de escaravelhos e do grande dano que eles causam à fruta e às batatas. Pois o Dr. Bisnaga viu aquele exemplar um tanto fantasista, ainda não classificado entre as suas variedades, e zás!

Agarrou-o com uma pinça, meteu-o num frasquinho e ala com ele para o seu laboratório, em Lisboa.

Depois classificou-o. Deu-lhe um nome, por sinal o seu, "Escaravelho Bisnaguense", visto que se sentia o descobridor e, até certo ponto, o pai daquela preciosidade.

Por fim, tirou-lhe o retrato, para um grande álbum de escaravelhos que estava a preparar, e foi à vida, à sua vida de incansável investigador de escaravelhos.

Ficaria a pobre joaninha condenada a prisão perpétua, não se tivesse desfeito, a tempo, do pijama às riscas.

- Uma vulgar joaninha no meu laboratório?

- alarmou-se o sábio. - Fora daqui.

E atirou-a pela janela...

A joaninha saltou e, atarantada, esvoaçou sobre a fumarada da cidade. Depois, mais decidida, voou desta história para fora. Uf! Chega de aventuras.

Se a virem por aí, deixem-na viver sossegada o seu próprio destino de joaninha sem nome. Ela agradece.

Ouvir

Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.

Palavras da história

Voltar ao texto

Brincar

Jogos criados a partir do texto recuperado desta história. Não faziam parte do site original.

Recuperação

Texto extraído das camadas HTML originais recuperadas. Imagens, PDF e áudio Flash são ficheiros locais do arquivo. A narração disponível foi sintetizada em pt-PT a partir do texto recuperado; não é o áudio original.

Página original arquivada
Ver no arquivo
PDF original
Abrir PDF recuperado