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Ilustração de abertura da história «Há coisas assim».

25 de Abril

Há coisas assim

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

Naquela quinta havia muitas árvores. Eram árvores de fruto.

Também havia pássaros, grandes e pequenos, uns de bico amarelo, outros de bico encarnado, outros de bico lilás... E cinzentos de penas ou pretos ou castanhos... E de outras cores.

Muitos pássaros, todos chilreantes.

Não era para admirar.

Os pássaros gostam das árvores, principalmente dos frutos. E as árvores também gostam dos pássaros.

Naquela quinta só havia uma árvore sem pássaros e sem frutos. Era uma árvore triste. Sequinha de tristeza, despida de folhas, a árvore destoava, no meio daquele pomar frondoso.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Sentia-se a mais, muito desolada, muito só, muito perdida. A infelicidade ela sabia o que era.

Até que, uma noite, a árvore sonhou que se enchia de flores. Sonhou que se enchia de flores e que das flores nasciam pássaros. De que cor? De todas, até das cores que ainda não têm nome.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

A árvore sonhou que os pássaros coloridos voavam à volta dela, cantando e batendo as asas.

Depois, cansados, os pássaros poisavam na árvore e transformavam-se em frutos. Frutos, já se vê, de todas as cores.

Às vezes, as árvores tristes têm sonhos assim, sem explicação nem sentido.

Mas o que depois sucedeu a esta árvore é que parece fantástico.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Calculem que, no dia seguinte, quando acordou, a árvore estava, realmente, cheia de flores - as flores que anunciam os frutos, os frutos que chamam os pássaros...

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

António Torrado escreveu. Cristina Malaquias ilustrou.

Ilustração original ainda não recuperada.

Naquela quinta havia muitas árvores. Eram árvores de fruto.

Também havia pássaros, grandes e pequenos, uns de bico amarelo, outros de bico encarnado, outros de bico lilás... E cinzentos de penas ou pretos ou castanhos... E de outras cores.

Muitos pássaros, todos chilreantes.

Não era para admirar.

Os pássaros gostam das árvores, principalmente dos frutos. E as árvores também gostam dos pássaros.

Naquela quinta só havia uma árvore sem pássaros e sem frutos. Era uma árvore triste. Sequinha de tristeza, despida de folhas, a árvore destoava, no meio daquele pomar frondoso.

Sentia-se a mais, muito desolada, muito só, muito perdida. A infelicidade ela sabia o que era.

Até que, uma noite, a árvore sonhou que se enchia de flores. Sonhou que se enchia de flores e que das flores nasciam pássaros. De que cor? De todas, até das cores que ainda não têm nome.

A árvore sonhou que os pássaros coloridos voavam à volta dela, cantando e batendo as asas.

Depois, cansados, os pássaros poisavam na árvore e transformavam-se em frutos. Frutos, já se vê, de todas as cores.

Às vezes, as árvores tristes têm sonhos assim, sem explicação nem sentido.

Mas o que depois sucedeu a esta árvore é que parece fantástico.

Calculem que, no dia seguinte, quando acordou, a árvore estava, realmente, cheia de flores - as flores que anunciam os frutos, os frutos que chamam os pássaros...

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Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.

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Jogos criados a partir do texto recuperado desta história. Não faziam parte do site original.

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