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Ilustração de abertura da história «Uma história de Viriato».

13 de Abril

Uma história de Viriato

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

Hoje, vou contar-vos uma história, que passa por verdadeira. Uma história da nossa História... Quem ma contou foi um velho pastor da Serra da Estrela, tinha eu pouco mais ou menos a vossa idade.

Aí vai.

Há muitos e muitos séculos, ainda não havia sequer Portugal, os romanos tinham conquistado quase por completo a Península Ibérica. De entre os que mais se opuseram às invasões dos reluzentes exércitos do Império, destacaram-se os lusitanos, comandados pelo temível Viriato.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Como eram poucos e mal armados, os lusitanos não podiam enfrentar o inimigo em campo de batalha, onde seriam, pela certa, derrotados. A táctica tinha de ser outra, um misto de manha e coragem, em emboscadas de toca e foge, contra as quais os romanos nada podiam.

Certa vez, uma zona da serra foi sitiada . Vinham romanos de todos os lados, de lanças faiscantes, chapéus emplumados e grossas armaduras de couro e ferro. Era de prever a vitória final de Roma. Eis senão quando, começou a descer, lentamente, o nevoeiro sobre as montanhas. Pior para os romanos. O ataque decisivo das legiões invasoras tinha de ser adiado.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Os comandantes espalharam sentinelas pelas extremas do acampamento e foram dormir.

De súbito, no escuro da noite, ainda mais cerrado pelo nevoeiro, um tropel imenso ecoou, acordando os soldados. Que seria?

Todos saíram para o frio da noite e interrogaram o escuro.

Não longe, descendo a serra, tremeluziam breves estrelas, milhares e milhares de estrelas, que eram fachos de guerreiros, a postos para incendiarem o acampamento. Tantos? Tantos lusitanos?

Sobressaltaram-se os soldados de Roma. Afinal os lusitanos eram muitos e mais do que eles contavam. Foge!

E os soldados aterrorizados abandonavam por terra armaduras e armas.

Aumentava o tropel . Já gritavam vitória os lusitanos. Desfizera-se o cerco.

Desfizera-se o cerco graças a um ardil . Poucos continuavam a ser os lusitanos, mas eram numerosos os seus aliados... Milhares de carneiros, imagine-se.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Em cada carneiro, um lampião preso aos chifres. Todos juntos fingiam um exército imenso. Que fantástica habilidade!

A batalha fora vencida, sem combate.

Esta foi a história que o pastor da Serra da Estrela me contou. Quem sabe se ele não seria descendente dos guerreiros-pastores, companheiros de Viriato?

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

António Torrado escreveu. Cristina Malaquias ilustrou.

Ilustração original ainda não recuperada.

Hoje, vou contar-vos uma história, que passa por verdadeira. Uma história da nossa História... Quem ma contou foi um velho pastor da Serra da Estrela, tinha eu pouco mais ou menos a vossa idade.

Aí vai.

Há muitos e muitos séculos, ainda não havia sequer Portugal, os romanos tinham conquistado quase por completo a Península Ibérica. De entre os que mais se opuseram às invasões dos reluzentes exércitos do Império, destacaram-se os lusitanos, comandados pelo temível Viriato.

Como eram poucos e mal armados, os lusitanos não podiam enfrentar o inimigo em campo de batalha, onde seriam, pela certa, derrotados. A táctica tinha de ser outra, um misto de manha e coragem, em emboscadas de toca e foge, contra as quais os romanos nada podiam.

Certa vez, uma zona da serra foi sitiada . Vinham romanos de todos os lados, de lanças faiscantes, chapéus emplumados e grossas armaduras de couro e ferro. Era de prever a vitória final de Roma. Eis senão quando, começou a descer, lentamente, o nevoeiro sobre as montanhas. Pior para os romanos. O ataque decisivo das legiões invasoras tinha de ser adiado.

Os comandantes espalharam sentinelas pelas extremas do acampamento e foram dormir.

De súbito, no escuro da noite, ainda mais cerrado pelo nevoeiro, um tropel imenso ecoou, acordando os soldados. Que seria?

Todos saíram para o frio da noite e interrogaram o escuro.

Não longe, descendo a serra, tremeluziam breves estrelas, milhares e milhares de estrelas, que eram fachos de guerreiros, a postos para incendiarem o acampamento. Tantos? Tantos lusitanos?

Sobressaltaram-se os soldados de Roma. Afinal os lusitanos eram muitos e mais do que eles contavam. Foge!

E os soldados aterrorizados abandonavam por terra armaduras e armas.

Aumentava o tropel . Já gritavam vitória os lusitanos. Desfizera-se o cerco.

Desfizera-se o cerco graças a um ardil . Poucos continuavam a ser os lusitanos, mas eram numerosos os seus aliados... Milhares de carneiros, imagine-se.

Em cada carneiro, um lampião preso aos chifres. Todos juntos fingiam um exército imenso. Que fantástica habilidade!

A batalha fora vencida, sem combate.

Esta foi a história que o pastor da Serra da Estrela me contou. Quem sabe se ele não seria descendente dos guerreiros-pastores, companheiros de Viriato?

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Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.

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