22 de Março
Pobre da égua branca
António Torrado escreveu.
Edição ilustrada contemporânea gerada com IA
Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.
Era um rapaz que gostava muito de uma rapariga. Ela não tanto.
Chamava-se ele Joaquim. Chamava-se ela Joaquina. Com estes nomes via-se que estavam mesmo feitos um para o outro. Mas nem sempre as coisas são como a gente julga.
- Queres casar comigo, Joaquina?
- Ainda sou muito nova, Joaquim. Lá mais para depois, se verá...
O rapaz impacientou-se. Impacientou-se e foi consultar uma bruxa, que lhe fez um bolo de pão e ervas, muito bem amassado. Enquanto preparava o bolo a bruxa dizia:
- Chapa daqui, chapa dali, quem te comer morrerá por mim.
Era para ele dar a comer à namorada.
O rapaz deixou o bolo a arrefecer no parapeito da janela da Joaquina, a contar que ela lhe pegasse. Logo por azar, quem abocanhou o bolo mágico foi uma égua branca de muita estimação da rapariga. Montada nela, é que Joaquina ia sempre à missa.
No domingo, pespegou-se o Joaquim, no meio do adro da igreja, à espera do efeito do feitiço. Assim que o viu, a égua, que trazia a Joaquina em cima, pôs-se aos pulos e aos coices, numa grande alegria. Que paixão mais disparatada!
- A égua tomou o freio nos dentes - gritaram.
O Joaquim acudiu à Joaquina, mesmo no instante em que ela ia a cair da montada. Ficou o rapaz com a rapariga nos braços.
A égua, que continuava desaustinada , teve que ser abatida, com grande pena da dona que tremia e chorava no colo do seu salvador.
- Queres casar comigo, Joaquina? - perguntou ele.
- Quero, sim, Joaquim - respondeu ela, num primeiro sorriso, depois das lágrimas.
Casaram e foram muito felizes.
António Torrado escreveu. Cristina Malaquias ilustrou.
Era um rapaz que gostava muito de uma rapariga. Ela não tanto.
Chamava-se ele Joaquim. Chamava-se ela Joaquina. Com estes nomes via-se que estavam mesmo feitos um para o outro. Mas nem sempre as coisas são como a gente julga.
- Queres casar comigo, Joaquina?
- Ainda sou muito nova, Joaquim. Lá mais para depois, se verá...
O rapaz impacientou-se. Impacientou-se e foi consultar uma bruxa, que lhe fez um bolo de pão e ervas, muito bem amassado. Enquanto preparava o bolo a bruxa dizia:
- Chapa daqui, chapa dali, quem te comer morrerá por mim.
Era para ele dar a comer à namorada.
O rapaz deixou o bolo a arrefecer no parapeito da janela da Joaquina, a contar que ela lhe pegasse. Logo por azar, quem abocanhou o bolo mágico foi uma égua branca de muita estimação da rapariga. Montada nela, é que Joaquina ia sempre à missa.
No domingo, pespegou-se o Joaquim, no meio do adro da igreja, à espera do efeito do feitiço. Assim que o viu, a égua, que trazia a Joaquina em cima, pôs-se aos pulos e aos coices, numa grande alegria. Que paixão mais disparatada!
- A égua tomou o freio nos dentes - gritaram.
O Joaquim acudiu à Joaquina, mesmo no instante em que ela ia a cair da montada. Ficou o rapaz com a rapariga nos braços.
A égua, que continuava desaustinada , teve que ser abatida, com grande pena da dona que tremia e chorava no colo do seu salvador.
- Queres casar comigo, Joaquina? - perguntou ele.
- Quero, sim, Joaquim - respondeu ela, num primeiro sorriso, depois das lágrimas.
Casaram e foram muito felizes.
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Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.
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