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Ilustração de abertura da história «O Relógio do Joca».

17 de Março

O Relógio do Joca

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

Deram um relógio ao Joca. O primeiro. Ele queria um de mostrador irrequieto, sempre com os segundos aos saltinhos, mas o padrinho deu-lhe um de ponteiros, à antiga.

– É um relógio do meu tempo – disse o padrinho.

– Então não me serve – disse o Joca. – Estás sempre a dizer que, no teu tempo, não havia tanta pressa. Ora eu não quero chegar atrasado à escola.

O padrinho achou muita graça ao afilhado e explicou que o tempo, embora não pareça, é igual para todos. Todos os relógios estão acertados uns pelos outros.

– E quem os acerta? – quis saber o Joca.

– É o Sol e somos nós, que estabelecemos esta regra – respondeu o padrinho com pouca paciência para mais explicações.

Quando se viu sozinho, o Joca pôs-se a regular o tempo, à sua conta. Decidiu que era hora de almoço e impôs aos ponteiros o meio– dia e trinta minutos. Mas ninguém o chamou para almoçar.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Passou, então, os ponteiros para as cinco. Hora do lanche. Esperou que o chamassem. Nada.

Assim entretido, esqueceu-se das horas.

– Anda-te deitar, Joca – chamou a mãe.

Como podia ser?

– O teu relógio deve estar escangalhado – disse o Joca para a mãe. – No meu ainda falta muito.

A mãe espreitou para o relógio do filho. Marcava duas horas em ponto.

– Mas é tardíssimo. Duas horas da manhã? – fingiu que se assustava a mãe. – Tão tarde e tu ainda a pé? Não pode ser.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

– Duas horas da tarde – protestou o Joca.

Mas não levou a dele avante. Aqueles relógios de ponteiros, afinal, ainda eram muito imperfeitos...

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

António Torrado escreveu. Ilustrador original por confirmar ilustrou.

Ilustração original ainda não recuperada.

Deram um relógio ao Joca. O primeiro. Ele queria um de mostrador irrequieto, sempre com os segundos aos saltinhos, mas o padrinho deu-lhe um de ponteiros, à antiga.

– É um relógio do meu tempo – disse o padrinho.

– Então não me serve – disse o Joca. – Estás sempre a dizer que, no teu tempo, não havia tanta pressa. Ora eu não quero chegar atrasado à escola.

O padrinho achou muita graça ao afilhado e explicou que o tempo, embora não pareça, é igual para todos. Todos os relógios estão acertados uns pelos outros.

– E quem os acerta? – quis saber o Joca.

– É o Sol e somos nós, que estabelecemos esta regra – respondeu o padrinho com pouca paciência para mais explicações.

Quando se viu sozinho, o Joca pôs-se a regular o tempo, à sua conta. Decidiu que era hora de almoço e impôs aos ponteiros o meio– dia e trinta minutos. Mas ninguém o chamou para almoçar.

Passou, então, os ponteiros para as cinco. Hora do lanche. Esperou que o chamassem. Nada.

Assim entretido, esqueceu-se das horas.

– Anda-te deitar, Joca – chamou a mãe.

Como podia ser?

– O teu relógio deve estar escangalhado – disse o Joca para a mãe. – No meu ainda falta muito.

A mãe espreitou para o relógio do filho. Marcava duas horas em ponto.

– Mas é tardíssimo. Duas horas da manhã? – fingiu que se assustava a mãe. – Tão tarde e tu ainda a pé? Não pode ser.

– Duas horas da tarde – protestou o Joca.

Mas não levou a dele avante. Aqueles relógios de ponteiros, afinal, ainda eram muito imperfeitos...

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Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.

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Brincar

Jogos criados a partir do texto recuperado desta história. Não faziam parte do site original.

Recuperação

Dia presente no calendário, mas sem texto HTML extraível no índice recuperado. PDF/assets ficam ligados quando existem. Texto recuperado de uma compilação mensal em PDF publicada pelo blogue da biblioteca escolar da EB 2,3 de Jovim (2019-2020), que reproduzia as histórias do site original; não provém do site arquivado. A narração disponível foi sintetizada em pt-PT a partir do texto recuperado; não é o áudio original.

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