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Ilustração de abertura da história «A bola de pingue-pongue».

18 de Fevereiro

A bola de pingue-pongue

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

Era uma vez uma bola de pingue-pongue.

Um dia, a bola de pingue-pongue disse assim:

- Já chega de andar aos trambolhões de um lado para o outro: encontrão daqui, safanão ali, toma lá, dá cá e volta ao princípio, numa roda viva entres duas senhoras raquetes. Afinal nunca passo da mesma mesa.

Realmente, aquela vida de tão, badalão, e torna e deixa o pingue e pongue e pongue e pingue cansava qualquer um, quanto mais uma bola de pingue-pongue com aspirações a outros voos...

- Ainda se fosse uma bola de futebol - suspirava ela. - Corria o campo de lés a lés e, quando fugisse para dentro das redes, punha tudo a gritar: goooolo! Era mais emocionante.

Mas, mesmo assim, deve haver melhor destino.

É que havia mesmo. E a pequenina bola de pingue-pongue queria conhecê-lo. Ser bola de futebol, de basquetebol não lhe bastava. O que ela queria era correr mundo!

E foi. Saltaricou da mesa para o chão, desceu escadas, escorregou por colinas, e foi ter - vejam bem a sorte que ela teve!

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

- e foi ter a um sítio muito especial, que era assim a modos que um centro espacial. Deste centro especial espacial atiravam para os céus bolas e bolinhas, que uma vez lá de cima, a dançar no meio dos astros, lançavam para a terra uns sinais esquisitos - bip! bip! bip! - como se fossem grilos... Mas não eram grilos essas bolas espaciais. Eram satélites dos artificiais.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

- Se as outras conseguem, também eu hei-de conseguir - pensou a bola de pingue-pongue.

Ela que sabia dizer "pingue" e "pongue", e "pongue" e "pingue", depressa aprendeu a dizer "bip!" "bip!" "bip!". Não custava nada.

E lá foi pelos ares, viajante do espaço, à roda do mundo, tão redondo como ela.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

- Ena tantas bolas!

- exclamou a bola de pingue-pongue, quando se viu lá no alto, a rodar entre planetas. - Afinal somos todas da mesma família. Umas maiores, outras mais pequenas, mas redondas todas. Que seria do mundo, se não fossem as bolas...

E, de contente que estava, soltou um "bip! bip!" mais forte, que atravessou o espaço e atarantou as estrelas lá do fundo.

- Tirem-me de ao pé de mim este satélite maluco. Não consigo dormir em paz - gritou a Lua, que é assim uma espécie de bola de pingue-pongue, mas em grande.

Os sábios fizeram a vontade à Lua e mandaram descer a nossa bolinha de pingue-pongue.

- Estou satisfeita - contou a bola, ao regressar à Terra.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

- Vi o que queria e fiquei consolada de ver tantas bolas irmãs a navegar pelo céu. Agora quero repousar.

Mas onde? Numa gaveta não parecia bem. Era um fim pouco digno para uma bola que correra tantas aventuras.

Então um dos sábios, olhando para o calmo jardim do centro espacial, teve uma ideia - ou não fosse ele um sábio...

Equilibrou-a no alto de um repuxo no meio do tanque do jardim.

Depois de ter visto tudo, de ter rolado e saltitado pelo espaço além, a bola descansa, a recordar o que vira. E suspira, satisfeita:

- Está-se bem aqui.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

António Torrado escreveu. Cristina Malaquias ilustrou.

Ilustração original recuperada para A bola de pingue-pongue
Ilustração original recuperada

Era uma vez uma bola de pingue-pongue.

Um dia, a bola de pingue-pongue disse assim:

- Já chega de andar aos trambolhões de um lado para o outro: encontrão daqui, safanão ali, toma lá, dá cá e volta ao princípio, numa roda viva entres duas senhoras raquetes. Afinal nunca passo da mesma mesa.

Realmente, aquela vida de tão, badalão, e torna e deixa o pingue e pongue e pongue e pingue cansava qualquer um, quanto mais uma bola de pingue-pongue com aspirações a outros voos...

- Ainda se fosse uma bola de futebol - suspirava ela. - Corria o campo de lés a lés e, quando fugisse para dentro das redes, punha tudo a gritar: goooolo! Era mais emocionante.

Mas, mesmo assim, deve haver melhor destino.

É que havia mesmo. E a pequenina bola de pingue-pongue queria conhecê-lo. Ser bola de futebol, de basquetebol não lhe bastava. O que ela queria era correr mundo!

E foi. Saltaricou da mesa para o chão, desceu escadas, escorregou por colinas, e foi ter - vejam bem a sorte que ela teve!

- e foi ter a um sítio muito especial, que era assim a modos que um centro espacial. Deste centro especial espacial atiravam para os céus bolas e bolinhas, que uma vez lá de cima, a dançar no meio dos astros, lançavam para a terra uns sinais esquisitos - bip! bip! bip! - como se fossem grilos... Mas não eram grilos essas bolas espaciais. Eram satélites dos artificiais.

- Se as outras conseguem, também eu hei-de conseguir - pensou a bola de pingue-pongue.

Ela que sabia dizer "pingue" e "pongue", e "pongue" e "pingue", depressa aprendeu a dizer "bip!" "bip!" "bip!". Não custava nada.

E lá foi pelos ares, viajante do espaço, à roda do mundo, tão redondo como ela.

- Ena tantas bolas!

- exclamou a bola de pingue-pongue, quando se viu lá no alto, a rodar entre planetas. - Afinal somos todas da mesma família. Umas maiores, outras mais pequenas, mas redondas todas. Que seria do mundo, se não fossem as bolas...

E, de contente que estava, soltou um "bip! bip!" mais forte, que atravessou o espaço e atarantou as estrelas lá do fundo.

- Tirem-me de ao pé de mim este satélite maluco. Não consigo dormir em paz - gritou a Lua, que é assim uma espécie de bola de pingue-pongue, mas em grande.

Os sábios fizeram a vontade à Lua e mandaram descer a nossa bolinha de pingue-pongue.

- Estou satisfeita - contou a bola, ao regressar à Terra.

- Vi o que queria e fiquei consolada de ver tantas bolas irmãs a navegar pelo céu. Agora quero repousar.

Mas onde? Numa gaveta não parecia bem. Era um fim pouco digno para uma bola que correra tantas aventuras.

Então um dos sábios, olhando para o calmo jardim do centro espacial, teve uma ideia - ou não fosse ele um sábio...

Equilibrou-a no alto de um repuxo no meio do tanque do jardim.

Depois de ter visto tudo, de ter rolado e saltitado pelo espaço além, a bola descansa, a recordar o que vira. E suspira, satisfeita:

- Está-se bem aqui.

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Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.

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