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Ilustração de abertura da história «Bons Amigos».

7 de Janeiro

Bons Amigos

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

O coelho e o macaco eram amigos, mas estavam sempre a atazanar-se um ao outro. Sei de outros casos parecidos...

O macaco via o coelho ao longe e começava logo, de pirraça :

- Coelho dentudo, peludo e orelhudo, focinho focinhudo, corpo barrigudo, pernas de canudo, rabo de veludo!

O coelho respondia-lhe, no mesmo tom:

- Olha o macaco macacão, olhos de sabão, miolos de algodão, cara de espantalho paspalhão.

Continuavam assim, que tempos, até chegarem ao pé um do outro. Depois, riam e davam grandes abraços.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

A pregar partidas, o macaco era o mais atrevido.

De uma vez que o coelho estava a dormir, muito descansado, o macaco, pendurado de uma árvore, puxou-lhe as orelhas com toda a força.

O coelho acordou dorido e num grande sobressalto.

- Ai desculpa - disse o macaco, a fugir. - Andava a caçar borboletas e julguei que as tuas orelhas eram uma borboleta gigante.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

De outra vez, estava o coelho a roer um cogumelo e o macaco gritou-lhe, fingindo um grande susto:

- Cuidado, não comas mais que estás a ficar com as orelhas azuis! Esse cogumelo há-de ser venenoso.

O coelho ficou apavorado. Foi a correr ao rio. Mirou-se e remirou-se.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Quando percebeu que era tudo mentira, desatou a perseguir o macaco, mas onde é que já ia!

- Não esperas pela pancada! - ameaçou-o, de longe.

Não esperou mesmo. Numa ocasião em que o macaco estava a dormir num galho, com a comprida cauda dependurada, o coelho muniu-se de um cacete e zás! Deu-lhe uma pancada, com toda a força, na cauda desenrolada.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

A força do coelho não seria muita, mas o macaco, que gostava de exibir-se em grandes cenas teatrais, deu urros e saltos, como se lhe tivessem arrancado o rabo.

- Porque me fizeste isto, traidor? - gritava o macaco.

- Ai, desculpa - disse o coelho, muito inocente. - Julguei que era uma cobra.

Apesar destas peripécias e facécias , o macaco e o coelho continuam a ser bons amigos.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

António Torrado escreveu. Cristina Malaquias ilustrou.

Ilustração original recuperada para Bons Amigos
Ilustração original recuperada

O coelho e o macaco eram amigos, mas estavam sempre a atazanar-se um ao outro. Sei de outros casos parecidos...

O macaco via o coelho ao longe e começava logo, de pirraça :

- Coelho dentudo, peludo e orelhudo, focinho focinhudo, corpo barrigudo, pernas de canudo, rabo de veludo!

O coelho respondia-lhe, no mesmo tom:

- Olha o macaco macacão, olhos de sabão, miolos de algodão, cara de espantalho paspalhão.

Continuavam assim, que tempos, até chegarem ao pé um do outro. Depois, riam e davam grandes abraços.

A pregar partidas, o macaco era o mais atrevido.

De uma vez que o coelho estava a dormir, muito descansado, o macaco, pendurado de uma árvore, puxou-lhe as orelhas com toda a força.

O coelho acordou dorido e num grande sobressalto.

- Ai desculpa - disse o macaco, a fugir. - Andava a caçar borboletas e julguei que as tuas orelhas eram uma borboleta gigante.

De outra vez, estava o coelho a roer um cogumelo e o macaco gritou-lhe, fingindo um grande susto:

- Cuidado, não comas mais que estás a ficar com as orelhas azuis! Esse cogumelo há-de ser venenoso.

O coelho ficou apavorado. Foi a correr ao rio. Mirou-se e remirou-se.

Quando percebeu que era tudo mentira, desatou a perseguir o macaco, mas onde é que já ia!

- Não esperas pela pancada! - ameaçou-o, de longe.

Não esperou mesmo. Numa ocasião em que o macaco estava a dormir num galho, com a comprida cauda dependurada, o coelho muniu-se de um cacete e zás! Deu-lhe uma pancada, com toda a força, na cauda desenrolada.

A força do coelho não seria muita, mas o macaco, que gostava de exibir-se em grandes cenas teatrais, deu urros e saltos, como se lhe tivessem arrancado o rabo.

- Porque me fizeste isto, traidor? - gritava o macaco.

- Ai, desculpa - disse o coelho, muito inocente. - Julguei que era uma cobra.

Apesar destas peripécias e facécias , o macaco e o coelho continuam a ser bons amigos.

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