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Ilustração de abertura da história «Quitério Atrevido».

4 de Janeiro

Quitério Atrevido

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

O rapaz era esperto e atrevido. Quando, lá na aldeia, souberam que o rei vinha caçar àquela região, o rapaz decidiu:

- Eu hei-de falar ao rei ou não me chame Quitério.

E pôs-se a esperar pelo cortejo real, à beira da estrada.

Mas o rei, que não era de pompas , apareceu a cavalo, sem escolta , vestido como qualquer um.

Vendo o rapaz, que não o reconheceu, perguntou-lhe:

- Vou bem encaminhado para o solar do Conde de Ameal?

- Eu ensinava-lhe o caminho, senhor, se não tivesse à espera do séquito do rei.

- Não esperes mais, rapaz, porque o séquito já lá deve estar. Sobe tu para cima do meu cavalo e orienta-me, até chegarmos ao solar do conde.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Pelo caminho foram conversando. O Quitério quis saber como é que o rei viria vestido.

- Como os outros homens. Nada o distingue - respondeu o rei.

- Então como é que eu sei que é o rei?

- Porque todos, quando o virem, lhe tiram o chapéu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Assim que os dois, montados no mesmo cavalo, chegaram aos paços do conde, logo criados e fidalgos se desbarretaram à sua passagem. O Quitério estava pasmado.

- Então já sabes, agora, quem é o rei? - perguntou o rei ao rapaz.

- Hei-de ser eu - respondeu o atrevido Quitério.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

- Vossemecê não tem cara de ser rei e eu conservo o chapéu na cabeça, porque o sol está bravo.

O rei achou graça e a história acaba bem.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

António Torrado escreveu. Cristina Malaquias ilustrou.

Ilustração original recuperada para Quitério Atrevido
Ilustração original recuperada

O rapaz era esperto e atrevido. Quando, lá na aldeia, souberam que o rei vinha caçar àquela região, o rapaz decidiu:

- Eu hei-de falar ao rei ou não me chame Quitério.

E pôs-se a esperar pelo cortejo real, à beira da estrada.

Mas o rei, que não era de pompas , apareceu a cavalo, sem escolta , vestido como qualquer um.

Vendo o rapaz, que não o reconheceu, perguntou-lhe:

- Vou bem encaminhado para o solar do Conde de Ameal?

- Eu ensinava-lhe o caminho, senhor, se não tivesse à espera do séquito do rei.

- Não esperes mais, rapaz, porque o séquito já lá deve estar. Sobe tu para cima do meu cavalo e orienta-me, até chegarmos ao solar do conde.

Pelo caminho foram conversando. O Quitério quis saber como é que o rei viria vestido.

- Como os outros homens. Nada o distingue - respondeu o rei.

- Então como é que eu sei que é o rei?

- Porque todos, quando o virem, lhe tiram o chapéu.

Assim que os dois, montados no mesmo cavalo, chegaram aos paços do conde, logo criados e fidalgos se desbarretaram à sua passagem. O Quitério estava pasmado.

- Então já sabes, agora, quem é o rei? - perguntou o rei ao rapaz.

- Hei-de ser eu - respondeu o atrevido Quitério.

- Vossemecê não tem cara de ser rei e eu conservo o chapéu na cabeça, porque o sol está bravo.

O rei achou graça e a história acaba bem.

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Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.

Palavras da história

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