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Ilustração de abertura da história «O Relógio do Senhor Túlio».

3 de Janeiro

O Relógio do Senhor Túlio

António Torrado escreveu.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Ilustrações desta edição geradas com inteligência artificial.

Ao senhor Túlio sempre lhe fizera espécie como é que os relógios trabalhavam incansavelmente e nunca paravam.

- Dá-se-lhes corda e eles andam - explicavam ao senhor Túlio, que tinha um relógio dos antigos, muito anterior aos relógios a pilhas.

Mas o senhor Túlio não acreditava. Devia haver outro mistério.

Um dia, o relógio dele parou, por mais corda que lhe desse. Quando o senhor Túlio foi levá-lo a arranjar à oficina de relojoaria, ficou maravilhado a olhar para o maquinismo do seu querido relógio, que o relojoeiro destapara.

- Tantas rodinhas. Nunca pensei - admirou-se ele.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

Mas mais espantado ficou quando o relojoeiro, com um pinça, tirou uma formiga já morta, que tinha encrencado o mecanismo.

- Pronto. O desarranjo estava aqui - explicou o relojoeiro, voltando a fechar a tampa do relógio.

O senhor Túlio estranhou:

- E não põe lá uma formiga nova?

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

- Para quê?

- Para fazer as vezes da que morreu. Como é que o relógio pode trabalhar sem maquinista?

E se o senhor Túlio tivesse razão e fosse mesmo à conta das formigas que os relógios conseguem trabalhar? É uma ideia como outra qualquer e bastante divertida. Até dava outra história.

Edição ilustrada contemporânea gerada com IA

António Torrado escreveu. Cristina Malaquias ilustrou.

Ilustração original recuperada para O Relógio do Senhor Túlio
Ilustração original recuperada

Ao senhor Túlio sempre lhe fizera espécie como é que os relógios trabalhavam incansavelmente e nunca paravam.

- Dá-se-lhes corda e eles andam - explicavam ao senhor Túlio, que tinha um relógio dos antigos, muito anterior aos relógios a pilhas.

Mas o senhor Túlio não acreditava. Devia haver outro mistério.

Um dia, o relógio dele parou, por mais corda que lhe desse. Quando o senhor Túlio foi levá-lo a arranjar à oficina de relojoaria, ficou maravilhado a olhar para o maquinismo do seu querido relógio, que o relojoeiro destapara.

- Tantas rodinhas. Nunca pensei - admirou-se ele.

Mas mais espantado ficou quando o relojoeiro, com um pinça, tirou uma formiga já morta, que tinha encrencado o mecanismo.

- Pronto. O desarranjo estava aqui - explicou o relojoeiro, voltando a fechar a tampa do relógio.

O senhor Túlio estranhou:

- E não põe lá uma formiga nova?

- Para quê?

- Para fazer as vezes da que morreu. Como é que o relógio pode trabalhar sem maquinista?

E se o senhor Túlio tivesse razão e fosse mesmo à conta das formigas que os relógios conseguem trabalhar? É uma ideia como outra qualquer e bastante divertida. Até dava outra história.

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Narração sintetizada em pt-PT. Não é o áudio original.

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