| |
|
| Joca e Bolos António Torrado Cristina Malaquias | |
| | |
| O Joca, quando vai visitar a avó, vem de lá sempre de barriga cheia. É que a avó do Joca é doceira e tem uma casa de chá. A bem dizer, a casa é de bolos, com chá para ensopar os bolos.
- Já provaste este bolinho de amêndoas? - pergunta a avó do Joca ao Joca.
Mesmo que já tenha provado, o Joca volta a provar. | |
| | |
| - Queres umas bolachinhas de manteiga? - pergunta a avó do Joca ao Joca.
Não havia ele de querer...
Mas a avó doce e terna não se esquece da filha, mãe do Joca, muito gulosa também. É de família.
- Vais levar para casa esta meia dúzia de nozes douradas, que acabei de fazer - diz a avó ao neto. | |
| | |
| Ele não se incomoda com o peso, tanto mais que, a meio caminho, a meia dúzia está reduzida a metade... Quem já comeu três nozes entre uma casa e outra não poderá ainda, à porta de casa, comer mais uma? Pois pode.
- Trago-te uma noz dourada que mandou a avó - diz à mãe o Joca, um descarado.
- Só uma? - estranhou a mãe. | |
| | |
| - Não me digas que comeste as outras? Como fizeste isso?
- Fiz assim - e o Joca mete à boca a última noz do embrulho. | |
| | |
| Copyright
© 2003 APENA, APDD Cofinanciado pelo POSI e pela Presidência do Conselho de Ministros |