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| Pão, pão – queijo, queijo António Torrado Cristina Malaquias | |
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| Num banco de jardim
À hora da merenda,
O João e o Joaquim
Dispensam legenda.
O João vai ao saco
E põe-se a comer
Um pão e só pão.
Não há que saber.
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| Agora é o Joaquim
Que no mesmo ensejo
Destapa do saco
Um naco de queijo.
Mastigam, mastigam
Untando o sabor,
Embora o não digam
Já soube a melhor.
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| Comer sempre queijo,
Comer sempre pão,
Já chega e sobeja,
Já causa aversão.
"Troquemos, Joaquim!"
"Pois sim, ó João!"
E o pão e o queijo
Mudaram de mão.
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| "Agora sim, ó Joaquim!"
"Agora sim, ó João!"
Mas, passado um bocejo,
Parece que não.
E eis senão quando
Os dois mastigantes
Decidem voltar
Ao que comiam dantes.
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| Mas pensam para a frente
Para trás e para o lado
E assim inventaram
O nunca provado.
Inventam o pão com queijo
Ou o queijo com pão,
Provam tudo a meias.
Que grande invenção!
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| Um bocado de queijo,
Um bocado de pão.
"Para ti, ó Joaquim"
"Para ti, ó João"
Que desta simples história
Escrita sem preceito
Que mais não consigo
Tirem bom proveito.
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